Economia

Preço do cimento dispara 50%  devido à escassez de matéria-prima

A cidade da Beira enfrenta uma grave carência de cimento há cerca de um mês. A rutura no fornecimento de clínquer e gesso está a paralisar obras e a fomentar a especulação de preços no mercado retalhista.

A cidade da Beira atravessa um período de forte instabilidade no setor da construção devido à escassez de cimento de construção, motivada pela falta de matérias-primas essenciais como o clínquer e o gesso. Esta situação está a ter um impacto transversal, afetando desde grandes empreitadas a pequenos produtores de blocos e comerciantes locais.

Preços disparam no mercado

A escassez do produto está a ser aproveitada por alguns revendedores para inflacionar os preços. Segundo relatos de empresários locais:

• O preço do saco de cimento, que anteriormente oscilava entre os 480,00 e os 490,00 meticais, subiu drasticamente para os 650,00 a 700,00 meticais.

• Registam-se aumentos que chegam aos 50% em comparação com os valores habituais.

Mohamed Akkbar, proprietário da Ferragem Sofala, confirmou que a cidade sofre com esta carência há quatro semanas. O empresário alerta que, sem cimento, a venda de outros materiais relacionados, como o ferro, estagnou por completo.

Produção a “meio gás” e risco de falência

O impacto sente-se de forma severa na produção de blocos. Lopes Manuel, produtor no bairro de Matacuane, afirma que o seu negócio opera agora a “meio gás”, com a produção seriamente comprometida. Outros pequenos empresários, como António Zeca, expressam o receio de não conseguirem sobreviver caso a situação se prolongue, pondo em causa o futuro dos seus empreendimentos.

Resposta das autoridades

O Diretor Provincial da Indústria e Comércio de Sofala, António Alexandre, confirmou que a capacidade produtiva das fábricas locais diminuiu para cerca de 25% da sua capacidade total. Para mitigar a crise, estão a ser feitos esforços para:

• Importar matérias-primas: As unidades de produção estão a tentar garantir a chegada de clínquer e gesso para normalizar a atividade.

• Fiscalização de preços: Equipas de monitorização estão no terreno para identificar e penalizar vendedores que pratiquem preços abusivos, ao abrigo do Decreto 56/2011.

• Nova linha de produção: Está a ser instalada em Sofala uma linha de produção de clínquer, o que deverá reduzir a dependência de importações e baixar os custos a médio prazo.

Fonte: Notícias, Imagem: DR

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