A operadora Solenta/Fastjet recebeu luz verde das autoridades moçambicanas para retomar voos domésticos, focando-se em tarifas competitivas e na expansão do mercado nacional.
O cenário da aviação civil em Moçambique prepara-se para uma nova dinâmica. A Solenta/Fastjet obteve ontem a autorização oficial para operar no mercado doméstico, uma licença concedida ao abrigo do novo quadro legal aprovado pelo Conselho de Ministros. Esta medida visa liberalizar o setor e conferir maior autonomia de supervisão ao Instituto Nacional de Aviação Civil de Moçambique (IACM).
O regresso após o interregno
Brian Holmes, Presidente do Conselho de Administração da Solenta/Fastjet, afirmou que o objetivo principal da transportadora é oferecer serviços que permitam a uma maior fatia da população moçambicana utilizar o transporte aéreo. A companhia regressa ao país após uma paragem iniciada em 2011, motivada por desafios na exploração de rotas e, mais recentemente, pelos impactos da pandemia de Covid-19.
“Queremos servir os nossos clientes com melhores serviços e dar opções de preços justos ao público”, garantiu Holmes, revelando que a base de operações será na cidade da Beira. A frota inicial contará com três aeronaves, com chegada prevista para o primeiro semestre do próximo ano.
Aposta na liberalização do céu moçambicano
Emanuel Chaves, Presidente do Conselho de Administração do IACM, destacou que a revisão do Decreto n.º 39/2011 é o motor desta mudança. Segundo o responsável, a nova legislação promove uma maior abertura do espaço aéreo, permitindo que novas operadoras entrem no mercado em condições de igualdade com as empresas já estabelecidas.
Dados do setor:
• Acessibilidade: Menos de 5% dos moçambicanos utilizam atualmente o avião como meio de transporte.
• Estratégia: O governo pretende estabelecer limites tarifários para tornar os bilhetes mais acessíveis.
• Fiscalização: O IACM reforçará a vigilância para garantir o cumprimento das normas de segurança e das boas práticas internacionais.
Com esta reentrada, espera-se que o aumento da concorrência resulte numa melhoria generalizada dos serviços e numa redução sustentada dos preços das passagens, aproximando as províncias e dinamizando a economia nacional.
Fonte: Notícias, Imagem: DR
