Cidade de Maputo Fechou 2025 Com “Desempenho Positivo” Apesar da Contenção de Despesas Públicas • Diário Económico

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O Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Cidade de Maputo (CSRECM) fez esta terça-feira, 17 de Fevereiro, na capital do País, a avaliação do exercício governativo referente a 2025, destacando resultados considerados encorajadores, apesar das limitações impostas pela contenção de despesas públicas, informou a Agência de Informação de Moçambique.

Durante a conferência de imprensa, o porta-voz da instituição, Élio Mudender, explicou que o ano foi marcado por fortes restrições orçamentais. Segundo afirmou, o trabalho decorreu “num cenário de adopção de medidas de racionalização e contenção de custos para fazer face ao impacto da conjuntura económica do actual momento.”

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O Plano Económico e Social integrou mais de duas centenas de acções e indicadores de avaliação, permitindo medir o desempenho dos diferentes sectores.

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Na vertente económica, a produção global ultrapassou o valor inicialmente previsto, fixando-se em mais de 60 mil milhões de meticais. O responsável sublinhou que “é um avanço muito grande, é um resultado que está acima de 100%”, evidenciando que o desempenho excedeu as metas traçadas.

A arrecadação de receitas também registou um comportamento positivo, atingindo 129% do previsto. Para Mudender, esse desempenho foi determinante para assegurar o funcionamento das instituições: “A realização da receita em 129% levou a que os sectores pudessem pagar as suas despesas.”

No sector agrário, milhares de produtores receberam assistência técnica, o que permitiu colocar no mercado quase duas centenas de toneladas de hortícolas, reforçando o abastecimento alimentar da cidade.

Na educação, foram matriculados mais de 280 mil alunos, além da distribuição de manuais escolares e da contratação de novos docentes. Apesar disso, persistem desafios ao nível das infra-estruturas, com cerca de 1700 estudantes ainda sem carteira.

No domínio social, quase 19 mil cidadãos em situação de vulnerabilidade beneficiaram de programas de apoio, enquanto outras milhares de famílias tiveram acesso à assistência jurídica gratuita.

O sector da saúde registou progressos na vacinação infantil e na cobertura pré-natal, que atingiu 94%. De acordo com o porta-voz, “isto contribuiu para a redução dos índices de mortalidade da mulher gestante por causa da malária.”

Foram também reforçadas medidas de prevenção, incluindo a distribuição de redes mosquiteiras e a implementação da iniciativa “Maternidade-Modelo” em oito unidades sanitárias, entre elas o Hospital Central de Maputo.

No acesso a serviços essenciais, milhares de novos agregados familiares passaram a dispor de ligações de água e energia eléctrica, ampliando a cobertura urbana.

Os dados da segurança pública indicam uma redução do número de crimes face ao ano anterior. A taxa de esclarecimento manteve-se elevada, rondando os 97%. Mudender acrescentou que “houve igualmente redução dos focos de consumo de drogas e recuperação de diferentes bens”.

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