Economia

Governo rebate relatório do FMI e destaca reformas para estabilidade macroeconómica

O Governo moçambicano, através do Ministério das Finanças, declarou que o País está a consolidar os fundamentos de uma economia moderna, diversificada e competitiva, apesar das actuais pressões de liquidez no curto prazo, associadas às necessidades de desenvolvimento, à redução do apoio externo e a choques exógenos sem precedentes.

Reagindo à publicação do Relatório do Fundo Monetário Internacional – FMI, sobre o desempenho macroeconómico e as reformas necessárias para sustentar o crescimento económico de Moçambique, o Ministério das Finanças destaca que “as perspectivas económicas de médio prazo permanecem estruturalmente sólidas”. “A situação reflecte o avanço das reformas fiscais e um conjunto de medidas de política destinadas a dinamizar o sector produtivo”, refere o Ministério das Finanças, através de uma nota divulgada no seu portal.

No mesmo documento, o Governo considera que os projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) que deverão gerar receitas substanciais a partir de 2030, “vão funcionar como catalisadores para cadeias de valor integradas e plataformas industriais centrais para a transformação económica do País”. “A estabilidade macroeconómica poderá ser assegurada através de um programa de reformas alinhado com as prioridades nacionais.”

Entre as principais medidas, destaca-se a gestão proactiva da dívida pública, com vista a reforçar a posição fiscal, reduzir riscos de refinanciamento e minimizar os custos do serviço da dívida, bem como a implementação de reformas estruturais orientadas para desbloquear o potencial de crescimento de longo prazo e consolidar práticas prudentes na gestão dos recursos públicos.

Para a operacionalização da estratégia, o Ministério contratou uma consultora financeira internacional, com o objectivo de apoiar a implementação das medidas delineadas.

Neste sentido, o Governo reafirma, por outro lado, o compromisso de manter um diálogo construtivo com credores e parceiros de desenvolvimento, numa fase que classificam como crucial para o processo de transformação económica do País.

(Foto DR)

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