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Ministra da Educação Pede Reforço de Material Escolar Para Alunos Afectados Pelas Cheias • Diário Económico

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A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, pediu um reforço dos gestos de solidariedade para a oferta de material escolar, no sentido de apoiar alunos afectados pelas cheias de Janeiro, nas províncias de Maputo e Gaza, na região Sul de Moçambique.

“Todos os nossos meninos estão a precisar de apoio. Quando falamos de material escolar, referimo-nos a cadernos, lápis e canetas, para que eles possam começar o ano lectivo da melhor forma”, apelou a governante.

Samaria Tovela falava durante a recepção de livros escolares para a 3.ª e 4.ª classes, doados pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para as vítimas das cheias, recordando que o Governo decidiu adiar para 27 de Fevereiro o início do ano lectivo de 2026 em todo o País, inicialmente previsto para 30 de Janeiro, na sequência dos impactos das inundações.

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Recentemente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) comunicou o auxílio na desocupação das escolas usadas como centros de acomodação com o objectivo de garantir a continuidade da aprendizagem e minimizar a interrupção da educação das crianças nas áreas abrangidas pelas intempéries, acrescentando que as actividades decorrem em estreita colaboração com os demais parceiros e com o Ministério da Educação e Cultura.

“Para assegurar um ambiente seguro, protector e favorável, estão a ser implementadas actividades de aprendizagem e recreação nos centros de acomodação, para manter as crianças empenhadas e apoiar a sua integração ou reintegração no ensino formal”, avançou a entidade por meio de uma nota.

A agência das Nações Unidas destacou estar também em coordenação com as autoridades governamentais e outros parceiros para garantir que as escolas, actualmente usadas como centros de acomodação, sejam desocupadas antes do início do ano lectivo, além de prestar apoio às autoridades provinciais para limpeza e desinfecção das mesmas.

“Já foram desembolsados fundos nas províncias de Gaza, Sofala e Manica, e os conselhos escolares e jovens das comunidades afectadas estão a ser mobilizados. Mais de 100 escolas, com cerca de 100 mil pessoas, chegaram a estar em funcionamento em Janeiro, adiando por um mês o arranque das aulas”, enfatizou.

A província de Gaza foi uma das mais atingidas pelas cheias registadas nas últimas semanas, com inundações que provocaram a destruição de infra-estruturas, perdas de bens e deslocação de famílias.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Alemanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já enviaram ajuda humanitária de emergência.

Dados actualizados do INGD indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 870 mil pessoas em todo o País, com registo de 239 mortos e 331 feridos.

Desde 7 de Janeiro, foram ainda danificadas 246 unidades sanitárias, 635 escolas e cinco pontes. No sector agrícola, as cheias afectaram 554 603 hectares de cultivo, dos quais 287 810 foram dados como perdidos, atingindo 365 137 agricultores. Estima-se também a morte de 530 998 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Moçambique encontra-se em estado de alerta vermelho face à actual época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões.

O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão.

Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos, em termos nacionais, entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

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