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Governo Espera Receber 10 MM$ do Banco Mundial Para Apoiar Crescimento Económico Nos Próximos Anos • Diário Económico

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A ministra das Finanças, Carla Loveira, anunciou que Moçambique espera garantir 10 mil milhões de dólares em financiamento do Grupo Banco Mundial nos próximos anos para apoiar o crescimento económico e a criação de emprego.

A informação foi avançada após um encontro em Maputo entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o director do Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko. Na ocasião, a governante detalhou que, numa primeira fase, serão enviados 6 mil milhões de dólares até 2031, sendo que os demais 4 mil milhões estarão direccionados para o sector privado.

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De acordo com a Bloomberg, a verba vai chegar num momento crítico para o País, apesar de o Governo ter esperanças de lucrar com as receitas anuais que podem ser geradas pelos projectos de gás natural. A agência destaca que o Fundo Monetário Internacional alertou para o facto de Moçambique enfrentar uma grave crise fiscal e crescentes atrasos nos pagamentos a credores bilaterais e multilaterais.

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A publicação descreve que a nova estrutura de parceria entre o Banco Mundial e os países africanos centra-se na criação de empregos, recordando que Moçambique está também entre os países mais vulneráveis ​​às alterações climáticas a nível mundial, enfrentando ciclones, inundações e secas cada vez mais frequentes e severos, o que levou o banco a prometer apoio adicional para reforçar a resiliência.

Em Janeiro, o Banco Mundial aprovou um fundo de 450 milhões de dólares para financiar a resiliência, o crescimento inclusivo e a criação de oportunidades de emprego para jovens em Moçambique. A iniciativa integra um novo quadro de parceria com o País para o período de 2026 a 2031.

Num comunicado divulgado na altura, o Ministério das Finanças explicou que o fundo será disponibilizado através da Janela para Prevenção e Resiliência. O objectivo é enfrentar os desafios actuais, incluindo chuvas e inundações, sendo que o valor se destina a responder aos “desafios económicos, sociais e humanitários em curso.”

“O novo quadro de parceria com Moçambique prioriza a resiliência e o crescimento inclusivo e estabelece um programa estratégico de cinco anos destinado a desbloquear oportunidades económicas e a criar mais e melhores empregos para a população jovem, tirando partido dos seus abundantes recursos naturais e da sua localização geográfica estratégica”, lê-se no comunicado do Ministério.

O documento acrescentou que o fundo está alinhado com as prioridades nacionais de acelerar a transformação económica. Além disso, visa reforçar as instituições e expandir as oportunidades, especialmente para jovens e mulheres, fortalecendo a capacidade do País de enfrentar desafios e crescer de forma sustentável.

A iniciativa do banco pretende ainda apoiar políticas de desenvolvimento inclusivo, promovendo um ambiente favorável ao emprego juvenil. O programa estratégico de cinco anos será orientado para sectores que maximizem os recursos naturais de Moçambique e tirem partido da sua posição geográfica como factor estratégico de crescimento económico.

O novo fundo representa uma resposta integrada às necessidades do País, combinando investimento e resiliência, crescimento económico inclusivo e criação de empregos. Com esta parceria, o Governo pretende criar condições para um desenvolvimento mais sustentável, com impacto directo na juventude e nas comunidades mais vulneráveis.

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