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Reservas Internacionais Atingiram 4,1 MM$ e Banco Mundial Garante Mais 6 MM$ • Diário Económico

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A semana económica em Moçambique ficou marcada por acontecimentos de grande relevância: as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) atingiram 4,1 mil milhões de dólares, o Banco Mundial garantiu um financiamento de 6 mil milhões de dólares para os próximos cinco anos e o projecto de gás natural liquefeito da Área 4, avaliado em 20 mil milhões de dólares, retoma as suas operações.

Segundo o relatório estatístico do Banco de Moçambique, as RIL atingiram em Dezembro de 2025 o valor histórico de 4,1 mil milhões de dólares, superando o anterior recorde de 4 mil milhões de dólares registado em Novembro. Este aumento representa um crescimento de quase 2% num único mês.

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Em Agosto de 2025, as reservas tinham atingido igualmente 4 mil milhões de dólares, seguindo-se oscilações moderadas nos meses seguintes. Em Setembro, registou-se um aumento de 1%, situando as reservas em 3,9 mil milhões de dólares, tendência que se manteve em Outubro, consolidando o reforço gradual da posição externa ao longo do segundo semestre do ano.

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As RIL correspondem, essencialmente, a activos em moeda estrangeira destinados a garantir o pagamento de importações de bens e serviços, funcionando como um indicador da solidez financeira externa. Apesar do volume recorde, empresários continuam a relatar dificuldades no acesso a divisas através do sistema bancário.

Banco Mundial promete 6 mil milhões de dólares em cinco anos

O Banco Mundial comunicou que pretende financiar Moçambique com 6 mil milhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos, na sua maioria em condições favoráveis.

“Temos um balanço de cerca de 3 mil milhões de dólares no lado bancário e esperamos mobilizar outros 3 mil milhões de dólares, totalizando 6 mil milhões de dólares, o que é muito vantajoso”, afirmou Fily Sissoko, director da divisão do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Maurício, Seicheles e Comores.

A agência britânica Reuters recordou ainda que, na semana anterior, o Fundo Monetário Internacional alertou para uma dinâmica de endividamento cada vez mais preocupante no País, apesar do optimismo em relação à retoma de um projecto relevante de gás natural liquefeito e à saída de Moçambique da “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional.

Área 4 reavalia custos na retoma do GNL

A retoma do projecto de gás natural liquefeito na Área 4, avaliado em 20 mil milhões de dólares e localizado no norte do País, está a levar a empresa italiana Saipem a rever contratos, encomendas e subcontratos, numa fase considerada determinante para a reactivação plena das operações.

O anúncio surge após a TotalEnergies e o Governo de Moçambique confirmarem o reinício do megaprojecto, suspenso durante vários anos devido a problemas de segurança em Cabo Delgado. A Saipem trabalha em conjunto com a petrolífera francesa na reavaliação das condições contratuais, tendo em conta a escalada de custos e o impacto da paralisação.

“Actualmente, estamos a revisitar encomendas e subcontratos para reflectir a escalada de custos e a retoma das actividades, mas este processo não estará concluído até ao final do primeiro trimestre deste ano”, explicou Alessandro Puliti, director-executivo da Saipem. O responsável acrescentou que a actualização deverá incorporar ajustamentos ligados à inflação, logística, cadeia de fornecimento e reactivação de estaleiros.

Texto: Florença Nhabinde

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