A primeira-ministra, Benvinda Levi, apelou, nesta quinta-feira, 19 de Março, ao Hospital Central de Maputo (HCM) para reforçar a qualidade do atendimento prestado, defendendo um serviço mais humanizado e eficiente, com melhor gestão dos recursos disponíveis, informou a agência Lusa.
Falando durante a cerimónia de tomada de posse da nova directora da maior unidade sanitária do País, Farida Urci, a governante sublinhou a necessidade de aprimorar os mecanismos de planificação, gestão e funcionamento dos serviços hospitalares, de forma a garantir um atendimento condigno e alinhado com padrões de qualidade.
Neste contexto, exigiu maior rigor na gestão dos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, bem como o reforço da articulação com outras unidades sanitárias e instituições do Serviço Nacional de Saúde de Moçambique, com vista a melhorar a capacidade de resposta e salvar mais vidas.
A primeira-ministra recordou que o Hospital Central de Maputo é a mais antiga unidade de saúde do País e um dos principais centros de formação médica, defendendo que deve assumir um papel de referência na promoção de valores éticos e deontológicos, tal como no reforço das competências técnicas dos profissionais de saúde.
Face ao aumento da procura por serviços especializados e à crescente exigência da sociedade, a governante apelou à adopção de medidas concretas que respondam aos desafios actuais do sector, sublinhando a necessidade de elevar os padrões de atendimento em todo o sistema de saúde.
Por seu turno, Farida Urci assegurou que a sua gestão estará centrada na ética profissional, na segurança dos pacientes e na melhoria contínua dos serviços prestados. “Vamos trabalhar para elevar a qualidade do atendimento, mesmo com os recursos limitados disponíveis. Muitas mudanças dependem também da melhoria de atitudes e comportamentos”, afirmou.
Na mesma cerimónia, a governante conferiu posse a Lúcia da Cruz como directora-geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR), destacando o papel estratégico da instituição na promoção da produção agrícola e na consolidação da soberania alimentar.
Benvinda Levi defendeu o reforço dos mecanismos de financiamento ao sector agrário, com destaque para a mobilização de linhas de crédito ajustadas aos ciclos produtivos, sobretudo para o sector familiar, bem como a criação de instrumentos de garantia e seguros agrários.
A governante sublinhou ainda a necessidade de melhorar o acesso a produtos de qualidade, mecanização e tecnologias adequadas, promovendo uma transição progressiva para modelos de comparticipação dos produtores, com vista à sustentabilidade do sector.
“O fomento agrário deve assentar numa governação transparente, com critérios claros e foco em resultados mensuráveis que permitam aumentar a produção e abastecer a indústria nacional”, afirmou.

