O Governo pretende introduzir na Área Metropolitana de Maputo, com apoio de privados, um sistema de transporte público de alta capacidade totalmente eléctrico e sem carris, para mitigar as dificuldades de mobilidade na cidade capital.
De acordo com a Lusa, em causa está um concurso para a concepção, fornecimento, implementação, operação e transferência do sistema Autonomous Rapid Transit (ART), cujo edital foi publicado nesta quarta-feira, 8 de Abril, pelo Ministério dos Transportes e Logística a convidar “empresas, firmas ou consórcios qualificados a apresentarem manifestações de interesse”.
Segundo a publicação, a rede indicativa do sistema ART é composta por três linhas, com uma extensão total aproximada de 52 quilómetros. “Linha 1, Maputo – Zimpeto (incluindo ramal para o aeroporto), Linha 2 Maputo – Matola e Linha 3, na avenida 24 de Julho (linha urbana)”, descreveu.
O concurso está aberto até 13 de Maio e visa, nesta fase, a “concepção detalhada, fornecimento de material circulante e sistemas tecnológicos, construção de infra-estruturas, implementação, operação inicial e transferência do sistema ART ao Governo, num regime em que o privado vai também operar o sistema”, frisou.
“Importa referir que o Governo de Moçambique já realizou estudos preliminares que identificam os corredores prioritários, a configuração indicativa da rede e o conceito tecnológico do sistema ART. A entidade a contratar será responsável pela elaboração do projecto de engenharia detalhado, pela implementação do sistema, operação inicial e transferência posterior ao Estado”, destacou.
O Governo justifica o procedimento pelo facto de a Área Metropolitana de Maputo, com cerca de dois milhões de habitantes, “ter registado um crescimento populacional acelerado, acompanhado pelo aumento do número de veículos motorizados e pelo agravamento dos níveis de congestionamento rodoviário”.
“As soluções tradicionais baseadas na expansão da rede rodoviária encontram-se, contudo, limitadas pela escassez de espaço urbano disponível e pelos elevados custos de investimento associados”, argumentou o Executivo.
Neste cenário, o Governo avança que “pretende introduzir uma solução inovadora de transporte público de alta capacidade, totalmente eléctrica e sem carris, capaz de operar de forma eficiente nos corredores rodoviários existentes, assegurando, simultaneamente, a minimização dos impactos ambientais e sociais”.
Segundo o procedimento, os critérios de pré-selecção a considerar neste concurso incluem, entre outros, experiência geral da empresa ou consórcio proponente e a experiência comprovada na implementação ou na participação em projectos de natureza similar.

