O Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, defendeu neste domingo (12), na Matola, a necessidade de Moçambique avançar com reformas estruturais, reforçar a capacidade de defesa e segurança nacional e apostar na industrialização como base para a independência económica do País.
Intervindo no encerramento da quinta sessão ordinária do Comité Central da Frelimo, Chapo afirmou que o combate ao terrorismo e a outros fenómenos criminais, como o tráfico de droga e de seres humanos, exige um Estado mais preparado e com maior capacidade de resposta.
“Esta é uma orientação e um compromisso que assumimos com a necessária responsabilidade e continuaremos a trabalhar para este objectivo, porque sabemos, pela doutrina, que a tarefa de defesa nacional é da responsabilidade primária do Estado e não se delega a outros Estados”, declarou.
As declarações surgem num momento em que aumentam as dúvidas em torno da continuidade do apoio militar do Ruanda em Cabo Delgado, num contexto marcado por constrangimentos de financiamento. Perante este cenário, Daniel Chapo considerou que o reforço e a modernização das Forças de Defesa e Segurança devem ser assumidos como uma causa nacional.
“O reforço da capacidade e modernização das nossas Forças de Defesa e Segurança deve ser encarado como uma prioridade de interesse nacional por todos os moçambicanos”, sublinhou.
Além da segurança, o Presidente destacou também a necessidade do País consolidar a sua independência económica, defendendo a industrialização como um dos pilares centrais para esse objectivo.
Segundo Chapo, Moçambique precisa de acelerar a transformação da sua base produtiva, reduzir dependências externas e criar condições para um crescimento económico mais sólido e sustentável.

