Moçambique Quer Experiência Brasileira para Banco de Desenvolvimento • Diário Económico

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Quatro meses depois de Lula da Silva visitar Maputo, as relações com o Brasil intensificam-se. A ministra das Finanças, Carla Louveira, atravessou o Atlântico e levou o dossiê do Banco de Desenvolvimento de Moçambique.

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Brasil é uma paragem cíclica nas rondas de relações diplomáticas e económicas de Moçambique com o resto do mundo – acrescida pelo facto de serem ambos vizinhos do “sul global”. Em Março, o Governo moçambicano anunciou novos contactos com o Estado brasileiro para o reescalonamento da dívida bilateral, procurando, ao mesmo tempo, apoio à constituição do Banco de Desenvolvimento de Moçambique.

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A ministra das Finanças, Carla Louveira, atravessou o Atlântico para se reunir, entre outros, com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, por forma a “aprofundar o diálogo institucional entre os dois países no domínio das políticas financeiras e do financiamento ao desenvolvimento”. A governante manteve contactos com o Ministério da Fazenda e o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) do Brasil. Segundo nota do gabinete de Louveira, a agenda incluiu a preparação de “assistência técnica e desenvolvimento de capacidades institucionais relacionadas com a criação e operação de bancos de desenvolvimento”. A comitiva moçambicana encontrou-se com especialistas do BNDES, dedicados àquele tipo de operação, nomeadamente ao nível da arquitectura institucional, conformidade, gestão de riscos e estratégias de captação de recursos. Moçambique procura ainda o apoio do BNDES para a área de infra-estruturas, agricultura, sustentabilidade e financiamento a pequenos negócios.

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Em busca de investimento externo

O Presidente do Brasil esteve em Maputo, em Novembro, e disse que o país está “de volta” a África, assumindo a retoma da aposta em Moçambique, em sectores como agricultura, segurança alimentar, energia ou biocombustíveis. Em Maputo, numa altura de especial aperto das contas públicas, todas as intenções de investimento são bem-vindas.

O Governo moçambicano criou em Fevereiro a comissão que vai operacionalizar o Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), anunciado há um ano, na tomada de posse do Presidente da República, Daniel Chapo.

O Governo prevê injectar 500 milhões de dólares do Estado para a capitalização inicial do banco, segundo o Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE).

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