Salim Valá Defende “Fortalecimento Das PME e Industrialização” Para Reduzir Pobreza • Diário Económico

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A redução da pobreza em Moçambique passa pela transformação estrutural da economia, pelo fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas (PME) e pelo processamento local das matérias-primas. Esta foi a principal mensagem do ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, no Fórum Global de Redução da Pobreza e Desenvolvimento 2026, realizado em Beijing, na China.

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O governante defendeu que a erradicação da pobreza exige crescimento económico inclusivo, investimento produtivo, fortalecimento institucional e criação de oportunidades económicas sustentáveis. Segundo explicou, estes elementos são fundamentais para promover o desenvolvimento do País.

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Cooperação internacional e desafios da pobreza

Na abertura da sua intervenção, Salim Valá destacou o reforço das relações entre Moçambique e China, sublinhando os resultados da recente visita de Estado do Presidente Daniel Chapo. Para o ministro, a cooperação internacional pode acelerar o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Segundo o governante, a criação da “Comunidade de Futuro Partilhado China-Moçambique na Nova Era” demonstra o potencial das parcerias internacionais para impulsionar o crescimento económico e melhorar as condições de vida das populações.

Salim Valá recordou que a pobreza continua a ser um desafio global. Citando dados internacionais, afirmou que cerca de 800 milhões de pessoas permanecem em situação de pobreza extrema, enquanto os países em desenvolvimento enfrentam dificuldades agravadas por factores climáticos, económicos e demográficos.

Relativamente a Moçambique, o ministro explicou que a pobreza monetária se agravou entre 2014-22. Entre as principais causas apontadas estão os eventos climáticos extremos, a instabilidade provocada pelo terrorismo em Cabo Delgado e a volatilidade dos preços das matérias-primas.

Apesar deste cenário, o governante destacou que a pobreza multidimensional e a desigualdade social registaram melhorias. O coeficiente de Gini reduziu-se de 0,51 para 0,45 e cerca de um milhão de pessoas saíram da pobreza nas zonas rurais entre 2019-20 e 2022.

Segundo o Governo, estes resultados mostram que algumas políticas públicas estão a produzir efeitos positivos em áreas ligadas ao bem-estar e à inclusão social, mesmo perante os desafios económicos enfrentados pelo País.

PME e industrialização no centro da estratégia

A estratégia governamental para reduzir a pobreza está assente na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-44 e no Programa Quinquenal do Governo 2025-29. A meta é reduzir a taxa de pobreza de consumo para cerca de 27,9% até 2044.

Para atingir este objectivo, o Executivo prevê elevar o crescimento do Produto Interno Bruto de 2,15% em 2024 para 9,2% em 2044. O ministro defendeu investimentos nos sectores da saúde, educação, infra-estruturas, inovação, desenvolvimento empresarial e industrialização.

Salim Valá colocou as PME no centro da estratégia de desenvolvimento, defendendo mais acesso ao financiamento, capacitação empresarial, assistência técnica e ligação aos mercados. O objectivo é fortalecer o empreendedorismo e dinamizar as economias locais.

O governante também defendeu uma maior aposta no processamento local das matérias-primas e destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local como instrumento de apoio às micro e pequenas empresas. Concluindo a sua intervenção, afirmou que “a pobreza não é uma fatalidade, nem é desgraça divina”, defendendo políticas adequadas e cooperação internacional para promover um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Fonte: O Económico

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