Parceiros da Área 4 Reforçam Apoio Para o Tratamento de Doenças Oncológicas • Diário Económico

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A petrolífera italiana Eni, em representação aos parceiros que exploram gás natural liquefeito (GNL) na Área 4 da bacia do Rovuma, assinou dois memorandos de entendimento com o Ministério da Saúde para reforçar a capacidade de diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas, bem como modernizar infra-estruturas hospitalares nas províncias de Cabo Delgado e Maputo.

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Os acordos foram formalizados na presença do ministro da Saúde, Ussene Isse, e da directora-geral da Eni Rovuma Basin, Marica Calabrese, e enquadram-se numa estratégia de fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e de ampliação do acesso a cuidados médicos especializados, sobretudo para as mulheres.

De acordo com um comunicado citado pela Agência de Informação de Moçambique, a ideia é expandir os serviços de rastreio e diagnóstico precoce do cancro da mama e do colo do útero, beneficiando uma população estimada em cerca de quatro milhões de pessoas. No âmbito desta iniciativa, serão instalados dois mamógrafos totalmente equipados nos Hospitais Provinciais de Pemba e da Matola.

Segundo a nota, o projecto contempla igualmente a introdução de novos modelos de rastreio do cancro do colo do útero e a implementação de testes de detecção do Vírus do Papiloma Humano (HPV) na cidade de Maputo. Paralelamente, será promovida a formação de profissionais de saúde, incluindo radiologistas e enfermeiros, com vista a garantir a sustentabilidade e a eficácia dos serviços prestados.

“Está prevista ainda a melhoria das condições de atendimento hospitalar em Cabo Delgado, prevendo a reabilitação e o apetrechamento integral dos blocos cirúrgico e neonatal do Hospital Provincial de Pemba. A intervenção inclui ainda programas de capacitação para equipas de cirurgia, anestesiologia, neonatologia e pediatria, bem como o fortalecimento dos sistemas de referência de pacientes e de resposta a emergências médicas”, avançou.

Na ocasião, Ussene Isse afirmou que os projectos deverão beneficiar directamente cerca de 200 mil habitantes do distrito de Pemba, com impactos alargados para toda a população da província, frisando que as novas iniciativas surgem num contexto em que o acesso aos serviços especializados de saúde continua a representar um desafio para milhares de moçambicanos.

“Os investimentos agora anunciados procuram contribuir para uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde e para a melhoria dos indicadores de saúde materna e infantil”, destacou o ministro da Saúde.

Por sua vez, Marica Calabrese disse que a assinatura dos acordos reforça igualmente o compromisso assumido pela Eni e pelos parceiros da Área 4 com o desenvolvimento sustentável de Moçambique, através de programas de responsabilidade social direccionados para sectores considerados estratégicos, como a educação, a saúde e o abastecimento de água.

Presente em Moçambique desde 2006, a Eni consolidou-se como um dos principais actores do sector energético nacional após as descobertas de vastas reservas de gás natural na bacia do Rovuma, entre 2011 e 2014. A empresa opera actualmente o projecto Coral Sul FLNG, o primeiro empreendimento de produção de gás natural liquefeito na região, tendo exportado, até ao momento, 155 carregamentos.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma sociedade detida pela Eni, ExxonMobil e China National Petroleum Corporation (CNPC), que controla 70% da concessão. Os restantes parceiros incluem a XRG, a KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), cada um com uma participação de 10%.

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