O auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) acolheu, na passada segunda-feira (1), em Maputo, o lançamento da obra literária Vozes Que Ficam, da autoria de Máriam Mahomed Fakir Fernandes, numa iniciativa marcada pela celebração da memória, resiliência e do legado das mulheres que inspiram gerações através do seu exemplo de vida.
Trata-se de uma obra que retrata a história de Bibita, mãe da autora, destacando uma trajectória marcada pela coragem, dedicação e superação. Segundo uma nota de imprensa do banco, “o livro recorda que nem todos os caminhos passam pela visibilidade pública para se construir uma vida digna e significativa. Ao retratar como Bibita transformou a cozinha numa escola de vida, a hospitalidade numa forma de liderança e a adversidade numa oportunidade de crescimento, a autora evidencia o valor dos gestos simples na construção de um legado duradouro”.
Na ocasião, a coordenadora das Mediatecas do BCI, Telma Jorge, felicitou a autora e destacou a importância de iniciativas que preservam memórias e valorizam histórias de vida inspiradoras: “Obrigado por nos brindar com este contributo tão relevante, num momento em que a sociedade precisa de resgatar e celebrar as suas Vozes Que Ficam, aquelas que sustentam o tecido humano da nação a partir do silêncio dos quintais, dos mercados e dos pequenos gestos diários”, afirmou.
A responsável acrescentou que o BCI apoia iniciativas que promovem a cultura, o conhecimento e a valorização das histórias que constroem a identidade colectiva do País, sublinhando que “um banco verdadeiramente comprometido com o futuro deve também honrar as memórias que o sustentam”.
Por sua vez, a prefaciadora da obra, Glayds Gande, referiu que escrever sobre mulheres que edificam as bases da sociedade constitui um acto de preservação da memória colectiva e uma fonte de inspiração para as novas gerações.
Na sua intervenção, Máriam Fakir partilhou a motivação que esteve na origem do livro e recordou a trajectória da mãe, que enfrentou uma batalha contra o cancro durante 30 anos. A autora explicou que a obra resulta de uma visão profundamente pessoal da mulher que conheceu como mãe e amiga, destacando a mensagem de esperança que pretende transmitir aos leitores: por maiores que sejam os desafios, existe sempre a possibilidade de superação.
A cerimónia contou ainda com testemunhos de familiares e amigos, projecção de vídeos e momentos culturais, numa sentida homenagem à vida e ao legado de Bibita.
