FMI Prevê Crescimento Económico Gradual de 0,5% no País Este Ano • Diário Económico

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia moçambicana registe um crescimento gradual na ordem de 0,5%. A projecção aponta para uma recuperação moderada, após o abrandamento verificado nos últimos anos, influenciado por desafios internos e incertezas nos mercados internacionais.

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A previsão foi avançada em Maputo pelo representante residente do FMI em Moçambique, Olamide Harrison, durante a apresentação do relatório Perspectivas Económicas Regionais(REO) para a África Subsaariana e da mesa-redonda subordinada ao tema “Impacto do Choque nos Preços dos Combustíveis em Moçambique”.

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Segundo Olamide Harrison, a instituição encontra-se a actualizar as suas projecções macroeconómicas com base nos dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o que poderá levar a novos ajustes nas previsões de crescimento económico.

“Estamos a trabalhar para incorporar a informação mais recente que saiu do INE”, afirmou Olamide Harrison durante a sua intervenção.

O responsável explicou que os dados revistos relativos a 2025 mostram um desempenho económico mais fraco do que o inicialmente estimado. A taxa de crescimento real foi revista de menos 0,5% para apenas 0,2%.

Esta revisão reflecte sobretudo o fraco contributo dos sectores não extractivos, que têm limitado o dinamismo da actividade económica no período em análise.

Apesar deste cenário, o FMI mantém a expectativa de uma recuperação gradual da economia nacional no próximo ano, embora reconheça que persistem factores de risco que podem condicionar um crescimento mais forte.

“Esperamos um crescimento gradual. Estamos ainda a incorporar vários elementos que influenciam a economia, incluindo a evolução dos preços das matérias-primas nos mercados internacionais”, explicou Olamide Harrison.

O FMI sublinhou ainda que a evolução dos preços globais, sobretudo dos combustíveis e de outras matérias-primas estratégicas, continuará a influenciar o desempenho das economias africanas exportadoras de recursos naturais, incluindo Moçambique.

A instituição reafirmou também a sua disponibilidade para apoiar o País através de instrumentos financeiros destinados a reforçar a estabilidade macroeconómica e a sustentabilidade externa, bem como para continuar a acompanhar as reformas estruturais em curso na gestão das finanças públicas e na governação económica.

Fonte: Agência de Informação de Moçambique (

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