Governos de Moçambique e RDCongo Acordam Partilha de Experiência Para Combate ao Terrorismo • Diário Económico

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Os governos de Moçambique e da República Democrática do Congo (RDCongo) acordaram reforçar a cooperação económica, a partilha de experiência no combate ao terrorismo e a exploração mineira, com vista a estimular o desenvolvimento das duas nações.

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De acordo com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, a iniciativa resulta do apelo lançado em Fevereiro pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e pelo seu homólogo da RDCongo, Félix Tshisekedi, à margem da Cimeira da União Africana, em Adis Abeba, capital da Etiópia.

Intervindo após um encontro com o ministro congolês da Integração Regional, Floribert Anzuluni Isiloketshi, a governante moçambicana afirmou que há necessidade de elevar as relações, sobretudo nos planos político, económico e comercial, garantindo que os dois executivos continuarão a trabalhar em conjunto em todas as áreas.

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“Os dois países enfrentam o problema do terrorismo. Consideramos, por isso, que nesta área devemos trabalhar juntos, colher a experiência de cada um e reforçar as capacidades dos militares locais, aliando o esforço conjunto ao apoio prestado pela União Europeia (UE)”, destacou.

A dirigente evocou a relação bilateral e histórica entre os dois países, adiantando que a RDCongo concordou em partilhar com Moçambique a sua experiência na área dos recursos minerais e da energia.

“Moçambique espera igualmente aprender com a RDCongo a gestão da diáspora, que tem contribuído para o desenvolvimento do País, bem como a gestão dos corredores logísticos existentes para o escoamento de produtos”, concluiu.

Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado, província rica em recursos naturais, nomeadamente gás, tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos.

Em Abril de 2025, os ataques alastraram à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de pelo menos duas pessoas e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.

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