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“Agricultura e Indústria Impulsionam Recuperação Económica Após Manifestações Pós-Eleitorais”, Diz Governo • Diário Económico

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A primeira-ministra, Benvinda Levi, declarou nesta quarta-feira, 11 de Março, no Parlamento, que a agricultura e a indústria estão a impulsionar a recuperação económica, apresentando “sinais de estabilização após as quebras registadas no período das manifestações pós-eleitorais de 2024”.

“O nosso país tem vindo a implementar medidas e acções que estão a concorrer para a estabilidade política e para o normal funcionamento das instituições, bem como para a preservação da ordem, tranquilidade e segurança públicas. É neste contexto que a economia nacional tem vindo a registar sinais de estabilização macroeconómica e uma recuperação gradual, depois de um período de desaceleração”, afirmou.

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Ao prestar informações à Assembleia da República, a governante destacou o crescimento económico de 4,67% no quarto trimestre de 2025, após quatro trimestres consecutivos de quebras. “A recuperação gradual da nossa economia está a ser impulsionada pelo desempenho positivo da produção agrícola, animal e florestal, o que reafirma o papel estruturante da agricultura na segurança alimentar e na geração de rendimento para os moçambicanos.”

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Na sua intervenção, a primeira-ministra destacou também a indústria transformadora como um dos sectores que está a ajudar a recuperação da economia. Segundo disse, o sector cresceu 13,58% no quarto trimestre de 2025, sinal de uma revitalização da actividade no País. Acrescentou ainda que os projectos estruturantes lançados e aprovados entre 2025 e 2026 são um importante suporte para esta recuperação.

“No seu conjunto, estes investimentos irão contribuir para o reforço do crescimento económico, melhoria da balança de pagamentos, diversificação produtiva e geração de mais emprego e renda para os moçambicanos. Importa salientar que a materialização desses investimentos irá ocorrer de uma forma gradual, sendo necessário que continuemos a implementar medidas e acções que concorram para a manutenção da estabilidade macroeconómica e institucional”, afirmou.

Recentemente, a consultora britânica Oxford Economics considerou que Moçambique é, actualmente, o país com maior nível de risco em África, ultrapassando o Zimbabué no índice de risco. A instituição antevê ainda uma desvalorização do metical em cerca de 25% até ao final do ano.

De acordo com o Relatório sobre o Risco dos Países Africanos, enviado aos clientes e citado pela Lusa, Moçambique surge com mais de 75 pontos, a pontuação mais elevada entre as 25 nações analisadas. O Maláui e o Zimbabué ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente, enquanto Angola aparece no sétimo lugar.

No documento, os analistas escreveram que “uma desvalorização parece inevitável para o metical; um peso da dívida insustentável significa que o Governo vai ter de ceder às exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI), sendo a reforma da taxa de câmbio muito provavelmente uma das condições para um pacote de ajuda, pelo que antevemos que o metical perca um quinto do seu valor antes da segunda metade do ano.”

A consultora sustentou que a economia moçambicana sofreu novos abalos nos últimos meses, destacando “as piores inundações das últimas décadas, o encerramento planeado da fundição Mozal e os trabalhos de manutenção na Coral South FLNG”, plataforma flutuante de produção de gás ao largo da província de Cabo Delgado.

A divulgação do documento coincide com a revisão em baixa da previsão de crescimento económico para este ano, de 2,5% para 0,3%. Ainda assim, os dados do Produto Interno Bruto indicam que, no último trimestre de 2025, a economia cresceu 4,67% face ao mesmo período de 2024.

Apesar desta recuperação trimestral, que interrompeu quatro trimestres consecutivos de quedas, o País registou uma recessão anual de 0,52% em 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística. O último período de crescimento antes disso tinha ocorrido no terceiro trimestre de 2024, antes das eleições marcadas por forte contestação social, quando se verificou uma expansão de 5,58%.

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