Dinheiro em Circulação Atingiu Novo Máximo de Mil Milhões de Euros em Dezembro de 2025 • Diário Económico
O Banco de Moçambique (BdM) revelou que o dinheiro físico em circulação no País atingiu, em Dezembro do ano passado, o valor mais elevado em mais de um ano. Segundo dados oficiais divulgados pelo banco central, o montante chegou a mil milhões de euros (74,9 mil milhões de meticais), reflectindo uma maior disponibilidade de numerário na economia moçambicana.
De acordo com as estatísticas do BdM, com informação actualizada até ao final de Dezembro de 2025, o valor representa um aumento em relação ao mês anterior. Em Novembro, o dinheiro físico em circulação situava-se em 991 milhões de euros (73,7 mil milhões de meticais), o que confirma uma tendência de crescimento no final do ano.
A evolução corresponde a um aumento mensal de 1,6%, demonstrando uma subida do dinheiro físico disponível na economia no final de 2025. O comportamento acompanha o histórico estatístico do banco central, que mostra variações regulares na quantidade de numerário em circulação ao longo do ano.
Num período de 12 meses, o dinheiro em circulação em Moçambique – medido pela massa monetária M3, a mais abrangente – registou um crescimento de 12%. A massa monetária M3 corresponde ao indicador que inclui todo o dinheiro existente na economia, como numerário, depósitos bancários e outros activos financeiros de elevada liquidez.
Este crescimento ocorreu já depois da introdução da nova série do metical, a moeda nacional. A nova família de notas e moedas começou a circular a 16 de Junho de 2024, marcando uma actualização do numerário utilizado no País e acompanhando a evolução recente da massa monetária.
A retirada de dinheiro da economia é, contudo, uma prática habitual em contextos de política monetária contraccionista. Nestes casos, os bancos centrais reduzem a oferta de moeda em circulação com o objectivo de conter a subida generalizada dos preços.
Em Moçambique, os preços aumentaram 3,23% em 2025, segundo dados divulgados anteriormente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor ficou abaixo do registado no ano anterior, indicando uma desaceleração da inflação no País.
Moçambique registou ainda oito recuos mensais no índice de preços ao consumidor – situação conhecida como deflação – em menos de um ano e meio. Quatro desses recuos ocorreram entre Abril e Julho de 2024, tendo as subidas de preços retomado a partir de Agosto.
No conjunto de 2024, a inflação acumulada fixou-se em 4,15%, abaixo dos 5,3% registados em 2023. O valor ficou também distante do pico de quase 13% observado em Julho de 2022.
Para os próximos anos, as projecções apontam para uma inflação moderada. O Governo prevê que a taxa se situe em torno de 7% em 2026, mantendo-se dentro de níveis considerados controlados para a economia moçambicana.
Fonte: Lusa