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BIOFUND e União Europeia Fazem Balanço do “PROMOVE Biodiversidade” e Alinham Cooperação Para 2026 • Diário Económico

a d v e r t i s e m e n t

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) reuniu-se, na segunda semana de Fevereiro de 2026, com o embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, para fazer o balanço da fase final do programa PROMOVE Biodiversidade e alinhar potenciais áreas de cooperação para 2026, reforçando o diálogo institucional entre as duas partes.

Segundo o comunicado da organização tornado público na terça-feira, 3 de Março, o encontro teve lugar em Maputo e enquadra-se na parceria estratégica entre a organização moçambicana e a Delegação da União Europeia no País, num momento de transição e consolidação de resultados alcançados ao longo dos últimos anos.

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A BIOFUND foi representada pelo presidente do Conselho de Administração, Carlos dos Santos, pelo director executivo, Luís Honwana, e pela respectiva equipa técnica. A delegação europeia integrou ainda Anne-Ael Pohu, chefe da equipa de Resiliência e Alterações Climáticas, e Aude Guignard, oficial de programa para Ambiente e Alterações Climáticas. A reunião centrou-se na apresentação do percurso institucional da BIOFUND desde a sua criação, destacando os seus principais objectivos estratégicos, áreas de intervenção prioritárias, estrutura organizacional e mecanismos de gestão de fundos próprios e de terceiros, bem como no reforço do diálogo político e técnico com a União Europeia.

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Um dos pontos do encontro foi o balanço da conclusão, este ano, do programa PROMOVE Biodiversidade (2019-2026), financiado pela União Europeia. “No âmbito deste apoio, foram partilhados resultados e acções considerados estruturantes para a conservação da biodiversidade e para o reforço da gestão das áreas de conservação. Entre os principais eixos apresentados destacou-se o fortalecimento da gestão no Parque Nacional da Gilé, onde foram abertos 65 quilómetros de picadas de demarcação de limites, contribuindo para a melhoria do controlo territorial. O programa viabilizou igualmente a reintrodução de fauna bravia, com a translocação de 200 búfalos, e a introdução de tecnologias de comunicação em tempo real e de monitoria ecológica, instrumentos considerados essenciais para uma gestão mais eficaz e baseada em dados”, lê-se no documento.

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Biofund e UE analisam resultados do programa PROMOVE Biodiversidade

De acordo com a nota, outro eixo relevante incidiu sobre investimentos transformadores na Administração das Áreas de Protecção Ambiental de Interesse Público e Privado (APAIPS), incluindo a instalação de escritórios, o recrutamento de pessoal e a aquisição de meios de transporte marítimos e terrestres, reforçando a capacidade operacional das instituições locais. Foi ainda sublinhado o progresso alcançado no processo de declaração do Monte Mabu como Área de Conservação Comunitária, com acções de sensibilização e envolvimento das comunidades, privilegiando a organização comunitária para a conservação e a gestão sustentável dos recursos naturais.

Durante a reunião, foi igualmente enfatizada a contribuição do programa para a investigação aplicada e para o desenvolvimento de instrumentos de gestão comunitária, incluindo análises de viabilidade económica de cadeias de valor e mecanismos destinados a reforçar a sustentabilidade financeira das iniciativas de conservação. As partes reconheceram que a integração entre conservação ambiental e desenvolvimento económico local constitui um dos pilares para garantir resultados duradouros.

Para além da avaliação do PROMOVE Biodiversidade, o encontro permitiu explorar potenciais áreas de sinergia e cooperação futura. Entre as iniciativas discutidas figura o programa Green Value for Growth, orientado para cadeias de valor com vocação exportadora, como café, soja e castanha de caju, nas províncias de Manica e Zambézia. Foi também abordada a possibilidade de reforçar intervenções em Áreas de Conservação Transfronteiriças, com base numa abordagem de paisagem que articule conservação, produção e desenvolvimento comunitário.

O documento explica que as partes analisaram ainda oportunidades para um maior envolvimento do sector privado, designadamente através de mecanismos de pagamento por serviços de ecossistema e compensações de biodiversidade, instrumentos que podem mobilizar financiamento adicional para a conservação.

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