Sector privado defende aposta no turismo inclusivo e de protecção da natureza
O empresariando moçambicano defende ser necessário desenvolver uma cultura de interacção entre os investidores turísticos, o Governo e as comunidades com vista a transformar o turismo num sector de inclusão e de protecção da natureza.
Segundo o presidente da Comissão Empresarial Nacional (CEN) da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Noor Momade, que falava esta quinta-feira (13), no segundo dia da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP – 2025), que arrancou ontem, em Maputo, a ideia é transformar o turismo nacional num sector inclusivo que promova emprego para as comunidades locais e preservação ambiental.
“Isso significa emprego local em primeiro lugar, compras e fornecedores regionais, em regras simples de protecção ambiental e cultural”, considera Noor Momade.
Para o efeito, Momade, que é também operador turístico, afirma que a solução para o desenvolvimento do turismo moçambicano passa por “eliminar a burocracia”, simplificando e acelerar tomadas de decisões para quem pretende investir no turismo moçambicano.
“É preciso que haja menos burocracia, mais ligações, melhores preços e melhor serviço. E assim, o sector vai criar mais emprego e aí que tornará o orgulho nacional”, frisou o responsável, sublinhando ser necessário envolver as comunidades na criação das experiências turísticas.
Ademais, a fonte ressalvou que “compete às empresas investir, fabricar equipamentos, cofinanciar a promoção e elevar o valor do serviço turístico nas comunidades”.
(Foto DR)