Chapo e Banco Mundial passam em revista nova parceria de 10 mil milhões de dólares
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje, em audiência, o director executivo da Primeira Constituência Africana do Banco Mundial, Zarau Kibwe, num encontro centrado no reforço da cooperação estratégica entre Moçambique e aquela instituição financeira internacional.
A audiência surge na sequência da aprovação, pelo Conselho de Administração do Banco Mundial, do novo Quadro de Parceria com o país para o período 2026-2031, instrumento que prevê um apoio global estimado em 10 mil milhões de dólares norte-americanos, destinado a financiar prioridades de desenvolvimento ao longo dos próximos cinco anos.
Segundo uma nota da Presidência da República, o encontro permitiu analisar as prioridades, objectivos e modalidades de apoio definidas no novo quadro, bem como avaliar o estágio de implementação dos projectos em curso.
Durante as conversações, foram igualmente partilhados os mais recentes desenvolvimentos macroeconómicos e fiscais do país.
Entre os progressos destacados figuram a saída de Moçambique da Lista Cinzenta, a operacionalização do Fundo Soberano e do Fundo de Garantia Mútua, assim como iniciativas de financiamento dirigidas à juventude, nomeadamente através do Fundo de Desenvolvimento Local.
As partes passaram ainda em revista o portfólio de projectos financiados pelo Banco Mundial, cujo compromisso financeiro total ascende a 6,2 mil milhões de dólares, abrangendo sectores estruturantes como infra-estruturas, saúde, educação, agricultura e protecção social.
Na ocasião, foi sublinhada a necessidade de maior flexibilização na execução dos projectos activos, com vista a acelerar os seus impactos no terreno.
Questões relacionadas com a consolidação fiscal também estiveram no centro das discussões, sendo consideradas prioritárias no contexto do Apoio Directo ao Orçamento previsto pela instituição.
Citado na nota, o Chefe de Estado reafirmou “o compromisso de Moçambique com esta parceria estratégica” e considerou que a plena materialização dos recursos previstos será determinante para impulsionar o desenvolvimento económico e social do país, sobretudo “num contexto de elevada vulnerabilidade macrofiscal”.
Por sua vez, o responsável da Primeira Constituência Africana reiterou a disponibilidade do Banco Mundial em continuar a apoiar as reformas em curso e a alinhar o financiamento às prioridades definidas pelo Governo moçambicano.
A Primeira Constituência Africana do Banco Mundial integra um grupo de países do continente que actuam de forma concertada nas estruturas de governação da instituição, com o objectivo de reforçar o peso político e técnico de África nas decisões sobre financiamento, políticas e estratégias de desenvolvimento.
O bloco coordena posições comuns e influencia decisões relativas a empréstimos, doações e definição de prioridades, incluindo áreas como redução da pobreza, infra-estruturas, educação, saúde e adaptação às mudanças climáticas.
Refira-se que, em Outubro de 2026, Moçambique assumirá a presidência da Primeira Constituência Africana do Banco Mundial. (Nota informativa)