Economia

Sector privado moçambicano manteve-se resiliente apesar de vários desafios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apresentou, esta quarta-feira (17), que panorama dos resultados alcançados e dos obstáculos que ainda persistem para o sector privado moçambicano.

Segundo o presidente da CTA, Álvaro Massingue, que falava durante o briefing de final de ano de 2025, apesar de um cenário marcado por constrangimentos estruturais, manifestações pós‑eleitorais, inflação moderada e escassez de divisas, o sector privado manteve‑se resiliente, sustentando o crescimento inclusivo e a criação de emprego.

“Entre os principais êxitos do ano foi a realização da XX edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), duas edições do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CMAN), missões empresariais a Portugal, Itália, Turquia, Japão e África do Sul, e a reestruturação interna da CTA, com novas lideranças no Conselho Empresarial Nacional (CEN) e nos  Conselhos Empresariais Provinciais (CEPs) e a revitalização das plataformas de diálogo público‑privado”, destacou Massingue.

Entretanto, apesar dos ganhos alcançados, o presidente da CTA alertou para a necessidade de reformas fiscais, administrativas, jurídicas e sectoriais – sobretudo nos ramos da agricultura, indústria, turismo, transporte e logística – e para a importância de um Estado mais eficiente, previsível e transparente.

Na mesma linha, sublinhou a urgência de avançar com a solução para a Mozal, defendendo um preço de energia competitivo, a reserva de 40% do alumínio para o mercado interno e maior participação de empresas locais na cadeia de valor da empresa.

(Foto DR)

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