Economia

Empresariado moçambicano defende soluções equilibradas para travar o encerramento da Mozal

A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, a maior entidade patronal do País, sugere ao Governo para que encontre soluções equilibradas que salvaguardam os interesses mútuos, de modo a evitar o encerramento da fábrica de fundição do alumínio Mozal, em Março do próximo ano.

Segundo o presidente da CTA, Álvaro Massingue, que falava, nesta quarta-feira (17), durante o “briefing do fim de ano 2025”, o encerramento da Mozal terá consequências graves, incluindo a falência de várias Pequenas e Médias Empresas (PME) e o despedimento massivo de trabalhadores.

Para a CTA, a solução sustentável para a Mozal passa, necessariamente, por um acordo em torno de um preço de energia competitivo, integrado num pacote mais amplo que inclua, entre outras medidas, a disponibilização de pelo menos 40% o do alumínio para o mercado doméstico, como mecanismo de promoção da industrialização a jusante, bem como o aumento da participação de empresas locais na cadeia de valor da Mozal, incluindo fornecedores de bens e serviços.

“Entendemos, igualmente, que o actual contrato poderá ser estendido por um período adicional de seis a 12 meses, criando o espaço necessário para negociações aprofundadas e para a construção de acordos duradouros e sustentáveis a médio e longo prazos, assentes em ganhos mútuos”, assinalou Massingue, citado pelo jornal Domingo.

Mais adiante, a fonte referiu que a CTA está “firmemente comprometida em trabalhar para uma solução que preserve o investimento, proteja o emprego e contribua de forma efectiva para o desenvolvimento económico e social de Moçambique”.

(Foto DR)

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