Economia

EUA buscam parceria com África sobre minerais raros – MZNews

Delegações africanas participaram, nesta quarta-feira, 4 de Fevereiro, na cimeira dos minerais raros que decorreu na Casa Branca, em Washington.

A administração de Donald Trump, com interesse em minerais raros, tenta garantir e reforçar o fornecimento de matérias-primas, face à grande concorrência da China.

Uma cimeira dedicada às matérias-primas essenciais para as tecnologias modernas, abrangendo sectores estratégicos como as telecomunicações, o sector aeroespacial e militar e as indústrias de defesa.

O vice-presidente JD Vance disse que os Estados Unidos já assinaram acordos bilaterais sobre minerais raros, mas pretendem construir uma coligação de aliados, segundo avança a RFI

Le Pays” escreve que, nestas negociações, os países africanos precisam de ser capazes de exercer influência junto de um Donald Trump insaciável, que não olha a meios para atingir os fins.

O diário independente cita ainda o caso da República Democrática do Congo, fragilizada pela situação de segurança na sua região leste, sublinhando que se espera que as autoridades em Kinshasa não sejam forçadas a vender os recursos do país para externalizar a sua segurança.

Para além da RDC, participaram ainda nesta cimeira o Quénia, a Guiné-Conacri e Angola, que se fez representar pelo embaixador do país nos Estados Unidos da América.

De acordo com a imprensa angolana, Agostinho Van-Dúnem reuniu-se com representantes governamentais de diversos países e organizações internacionais para promover a cooperação internacional no domínio dos minerais críticos, bem como o reforço das cadeias globais de fornecimento de forma segura, transparente e sustentável.

As autoridades europeias também marcaram presença na reunião, na esperança de chegar a um acordo com a administração Trump sobre os elementos de terras raras.

O Comissário Europeu Stéphane Séjourné representou a União Europeia nas discussões ministeriais, que incluíram delegações da Índia, Coreia do Sul, Israel e Japão.

A UE pretende coordenar acções com os americanos para evitar a concorrência desenfreada no estrangeiro, como é o caso da Austrália, rica em recursos naturais.

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