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Executivo Apresenta Activos Estratégicos Nos EAU Para Atrair Investimento Global de Longo Prazo • Diário Económico

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A primeira-ministra Benvinda Levi apresentou, nesta terça-feira, 3 de Fevereiro, na cidade do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), a carteira de activos estratégicos de Moçambique nos sectores da energia, transportes, recursos naturais e economia azul, com o objectivo de atrair investimento global de longo prazo. A iniciativa integra a estratégia do Governo de captar capital internacional para o desenvolvimento sustentável do País.

Benvinda Levi participou na cerimónia de lançamento da Cimeira Global de Investimento em África em representação do Presidente da República, Daniel Chapo, que não pôde marcar presença devido às cheias severas que recentemente afectaram várias regiões de Moçambique. A primeira-ministra explicou que a situação provocada pelas inundações, que ameaçam vidas humanas e meios de subsistência, exigiu que o chefe do Estado permanecesse no território nacional.

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O evento reuniu líderes políticos, decisores financeiros e investidores internacionais, servindo como plataforma de diálogo sobre estratégias para fortalecer a ligação entre os activos africanos e o capital global. Na ocasião, a governante destacou que o principal desafio de África não é a falta de activos, mas sim a ausência de mecanismos estruturados que permitam conectá-los eficazmente ao investimento internacional.

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Segundo Benvinda Levi, o continente já não se questiona se o capital virá, mas procura redesenhar a forma como ele chega, para onde se dirige e de que modo gera resultados concretos. A governante salientou que África dispõe de activos soberanos relevantes, incluindo energia, infra-estruturas, terras aráveis, recursos hídricos, minerais e capital humano. No entanto, muitos destes activos continuam subvalorizados devido a fragilidades na governação e à insuficiência de mecanismos eficazes de mitigação de riscos.

Em Moçambique, os activos estratégicos identificados incluem as reservas de gás natural, os portos e corredores logísticos de Maputo, Beira e Nacala, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, o agro-negócio, as pescas, minerais críticos como a grafite, assim como a economia azul e o turismo sustentável. A primeira-ministra frisou que a simples existência de activos não basta para atrair investimento internacional, sendo a credibilidade um elemento decisivo para conquistar a confiança dos investidores.

A estratégia do Governo assenta na monetização de activos soberanos através de parcerias transparentes, no reforço do quadro regulatório e na promoção de uma governação sólida. Como exemplos de investimentos estruturantes em curso, Benvinda Levi mencionou a retoma do projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, com cerca de 40% da construção concluída e um financiamento avaliado em 14 mil milhões de dólares.

A responsável destacou também o compromisso da ExxonMobil no projecto Rovuma LNG, estimado em 20 mil milhões de dólares, dois projectos da Eni avaliados em 15 mil milhões de dólares, e ainda uma nova parceria hidroeléctrica com a Électricité de France, empresa francesa de produção e distribuição de energia eléctrica, e a Sumitomo, grupo japonês especializado em comércio e indústria, no valor de 5 mil milhões de dólares.

Benvinda Levi reiterou que Moçambique está disponível para negócios, não como uma promessa, mas como uma opção consciente, assumida como política de Estado e como propósito estratégico para o desenvolvimento do País.

Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)

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