Economia

Governo diz que não sabe quando vai arrancar com auditoria de custos do projecto de gás da Total

O Governo ainda não tem um prazo para a auditoria dos custos recuperáveis da petrolífera francesa TotalEnergies, mas diz que a multinacional já pode reiniciar as suas actividades. Nesta sexta-feira (21), o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa afirmou que o auditor poderá ser selecionado sem um concurso público.

“Não está definido nem o prazo, nem o auditor que vai fazer, mas penso que vai ser na base de um concurso muito aberto para percebermos que inteligências existem”, explicou o porta-voz, citado pelo jornal “O País”.

“Existem peças e componentes fabricados na Europa, peças e componentes nos Estados Unidos. Então, há vários países que integram todas as especialidades que vão estar nesta componente. Neste caso, se calhar o auditor precisaria de fazer uma movimentação em todos esses lugares, dependendo que ele vai dizer que precisa em termos de plano de trabalho  e nesta base vai-se definir o prazo razoável para ela poder desenvolver a sua actividade”, acrescentou.

Não obstante, o porta-voz revelou existir outras saídas a serem consideradas neste processo. “Pode ser que o Governo seja aconselhado pelos países que têm muito mais experiência e indiquem ou sugiram um leque de entidades com muita experiência nesta área, e com base nisso o Governo entenda lançar um concurso aberto, ou buscar num grupo muito restrito de entidades com renome internacional, em função do prazo”, explicou.

Para já, há termos de referência a serem preparados para a auditoria avançar. “Primeiro para o concurso, que tem ser feito para encontrar um auditor, segundo o termo de referência para auditoria, para se saber o que é que o auditor tem que fazer, ou pelo menos o auditor tem que propor que audições vai levar a cabo para alcançar a finalidade que o Governo pretende”, assinalou Impissa.

Para o efeito, a TotalEnergies tem 30 dias para apresentar o cronograma das actividades a realizar no quadro da retoma do projecto de gás.

Recorde-se que na última terça-feira, o Governo anunciou que vai auditar os custos, avaliados em 4,5 mil milhões de dólares, que a TotalEnergies diz ter incorrido durante o período de suspensão de sua actividade por razões de “força maior”.

(Foto DR)

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