Economia

Governo Garante Implementar Recomendações do FMI e Apostar em Boas Práticas de Gestão • Diário Económico

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O Governo garantiu nesta terça-feira, 24 de Fevereiro, que está a desenvolver um trabalho intenso com o objectivo de implementar as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI), num esforço enquadrado para a adopção de boas práticas de gestão, administração e transparência.

Intervindo após uma sessão do Conselho de Ministros, o porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, avançou que as acções em curso visam organizar o País para melhorar o acesso aos mecanismos de apoio, salientando que, mesmo face aos desafios complexos, Moçambique registou progressos na área da gestão e no reforço da transparência.

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“Há que evidenciarmos as evoluções registadas, sobretudo quanto à retirada do País da ‘lista cinzenta’ do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, um cenário que é o resultado de um conjunto de reformas implementadas ao longo de cerca de três anos”, destacou.

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Citado pela Agência de Informação de Moçambique, Impissa afirmou que há necessidade de reconhecer os esforços feitos pelo Governo para manter o desempenho e garantir que os futuros ciclos de governação produzam resultados mais consistentes.

Na semana passada, o FMI divulgou um relatório que integra recomendações a Moçambique, após concluir as consultas regulares com o País. No documento, para além de outras medidas, a instituição financeira defendeu que Moçambique deve reforçar as reformas de governação para salvaguardar a futura gestão do Fundo Soberano de Moçambique (FSM), apesar de considerar que a sua arquitectura já está alinhada com as melhores práticas internacionais.

O organismo recordou que a assinatura, em Novembro de 2025, do acordo que confere ao Banco de Moçambique a gestão do fundo, permitiu “completar o arcabouço legal” do mesmo, assegurando que as receitas sejam administradas em conformidade com a lei. Para o FMI, garantir transparência na gestão das receitas provenientes do gás natural liquefeito (GNL), que irão capitalizar o fundo, é determinante para assegurar uma administração responsável e independente.

O relatório refere ainda que foi previamente definida a necessidade de suporte orçamental com vista a gerir as receitas de forma eficiente, mitigando a volatilidade dos fluxos orçamentais. Nesse contexto, o FMI destaca a aprovação da Política de Investimentos do FSM, revista em Outubro de 2025, considerando tratar-se de “um passo importante para o fortalecimento da estrutura institucional.”

No mesmo documento, o FMI avançou que não antecipa, para já, qualquer decisão sobre um novo programa de apoio financeiro a Moçambique, numa altura em que o crédito pendente do País, junto da instituição, já corresponde a 226% da sua quota.

A entidade recordou que está prevista, para Agosto de 2026, uma avaliação pós-financiamento, limitando-se a indicar que novas consultas deverão ocorrer dentro de 12 meses, sem avançar detalhes sobre a eventual aprovação de um novo programa, intenção reiteradamente manifestada pelas autoridades moçambicanas.

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