Grupo Nedbank reforçou desempenho financeiro com resultados líquidos a aumentarem 2%, para R17,2 mil milhões
O Grupo Nedbank reforçou o seu desempenho financeiro no exercício concluído a 31 de Dezembro de 2025, com os resultados líquidos a aumentarem 2%, para R17,2 mil milhões, e a rentabilidade dos capitais próprios (ROE) a fixar-se em 15,4%, acima do custo do capital próprio (COE).
Segundo indica o relatório e contas do banco, o crescimento dos resultados líquidos foi sustentado por uma melhoria na provisão para imparidades, crescimento modesto das receitas, uma queda nos resultados associados após a venda da participação no Ecobank Transnational Incorporated (ETI) e por um aumento das despesas, que incluiu um custo não recorrente que advém do acordo com a Transnet.
Os indicadores do balanço permaneceram sólidos, permitindo a declaração de um dividendo final de 1.104 cêntimos por acção.
O CEO do Nedbank, Jason Quinn, destacou que 2025 foi um ano transformacional para o Banco, marcado por decisões estratégicas audaciosas.
“As iniciativas bem executadas incluíram a reestruturação das unidades de negócio de Banca de Retalho e Business Banking (RBB, Retail and Business Banking) e de Gestão de Património (Nedbank Wealth), a venda da participação do Grupo no ETI, a aquisição da fintech inovadora iKhoka e, mais recentemente, uma oferta para adquirir 66% do capital do Grupo NCBA.”
Ao nível interno, os resultados financeiros desta instituição financeira foram positivos. O Nedbank Moçambique conseguiu encerrar o 2025 com um rácio de solvabilidade de 34%, acima do mínimo regulamentar de 12%, num contexto marcado por instabilidade macroeconómica e escassez de divisas.
Segundo o banco, a operação nacional manteve uma actuação resiliente “num contexto macroeconómico desafiante, marcado pelo impacto pós-eleitoral e pela escassez de divisas”, preservando a estabilidade operacional e reforçando a capacidade de absorção de risco.
A gestão da carteira de crédito registou uma evolução positiva, embora moderada, num mercado caracterizado por crescimento económico limitado e maior selectividade no financiamento.
A instituição reforçou igualmente a cobertura de imparidades e manteve foco na qualidade dos activos e na gestão prudente da carteira ALCO (qualidade da carteira de crédito), num período de maior volatilidade económica.
Em paralelo, avançou na modernização da infra-estrutura core e no reforço da capacidade de redundância face a desastres, consolidando a sua estratégia tecnológica.
Deu segmento no desenvolvimento do Capital Humano através de programas como o Leadership Academy e o Mindset Comercial fortaleceram competências técnicas, liderança e cultura organizacional.
O banco reforçou a iniciativa NedEduca continuou a promover literacia financeira junto de diferentes segmentos da sociedade.
Consolidou o Business Lounge by Nedbank como plataforma institucional de referência para negócios, cultura e networking, reforçando a proximidade com clientes e parceiros estratégicos.
No plano regional
No plano regional, os resultados líquidos do NAR recuaram 1%, situando-se em 86 milhões de dólares, sobretudo devido à diminuição dos resultados associados no segundo semestre do ano.
Ainda assim, na região da SADC os resultados líquidos cresceram 15%, totalizando 36 milhões de dólares. A margem financeira líquida aumentou 9%, atingindo 158 milhões de dólares, enquanto o saldo médio da carteira de crédito e adiantamentos cresceu 17%, fixando-se em 1,4 mil milhões de dólares, impulsionado por maior dinamismo da actividade corporativa.