Infra-Estruturas de Qualidade São Pilar Para Crescimento Económico Sustentável • Diário Económico
A directora dos Serviços Centrais de Desenvolvimento e Produção da Amêndoa do Instituto da Amêndoa de Moçambique, Feliza Macome, afirmou que “a infra-estrutura da qualidade é hoje um dos pilares silenciosos mais determinantes no desenvolvimento económico sustentável”.
Segundo a responsável, que falava esta sexta-feira (13) durante um seminário sobre “Infra-estrutura da Qualidade ao Serviço das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME)”, compreender e aplicar mecanismos de qualidade não é apenas uma exigência técnica, mas também uma condição estratégica fundamental para crescer, competir e prosperar no mercado.
A responsável frisou que estes instrumentos ajudam a reduzir barreiras técnicas ao comércio e aumentam a credibilidade dos produtos moçambicanos. “Fortalecer cadeias de valor estratégicas, como o caju e a macadâmia, é essencial para aumentar as exportações e integrar Moçambique nos mercados globais”, afirmou Feliza Macome.
Para além do aspecto técnico, a directora salientou que a qualidade deve incluir princípios de inclusão social e de género. “Incorporar estes princípios no sistema de infra-estruturas de qualidade garante que mulheres, jovens e grupos vulneráveis tenham acesso às oportunidades geradas pelo mercado”, disse a responsável.
No plano internacional, a acreditação é determinante, permitindo que as certificações emitidas em Moçambique sejam reconhecidas além-fronteiras. Feliza Macome considerou este passo crucial para a integração do País nas cadeias de valor globais e para garantir que produtos e serviços nacionais cumpram padrões internacionais.
Sobre o seminário, a directora explicou que os painéis sobre ensaios, inspecção e o futuro do sistema nacional de qualidade oferecem “uma oportunidade ímpar para a reflexão estratégica”, destacando a importância da eficiência, da inclusão e da cooperação entre as instituições envolvidas.
A governante reforçou que o evento deve servir como espaço de diálogo e partilha de experiências internacionais. “É um momento para construir consensos sobre os caminhos futuros e fortalecer a cooperação técnica, consolidando uma infra-estrutura de qualidade robusta e moderna”, concluiu Feliza Macome.
Texto: Florença Nhabinde