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LAM Diz Estar a “Colaborar Com Autoridades” Após Detenção de Antigos Gestores Por Suspeitas de Corrupção • Diário Económico

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A estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, que está a colaborar com as autoridades judiciais no âmbito do processo que levou à detenção de quatro antigos directores da companhia, incluindo um ex-director-geral, por suspeitas de corrupção e outros crimes financeiros, informou a agência Lusa.

Em comunicado enviado à imprensa, a empresa refere que acompanha “com a devida atenção” os processos actualmente em investigação pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), assegurando que presta toda a colaboração necessária às entidades competentes.

Segundo a LAM, os factos sob investigação reportam-se a períodos anteriores à actual administração, sublinhando que o processo de reestruturação em curso decorre com normalidade e dentro dos prazos estabelecidos. “A empresa mantém-se estável e a operar regularmente, assegurando a continuidade dos seus serviços com regularidade, segurança e compromisso para com os seus passageiros e parceiros”, acrescenta a nota.

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Entre os detidos encontra-se o antigo director-geral João Carlos Pó Jorge, que cessou funções em Fevereiro de 2024, cargo que ocupava desde 2018. Foram igualmente detidos os ex-directores financeiro e operacional e o antigo chefe da tesouraria. De acordo com informações avançadas à Lusa, os visados são acusados de gestão danosa, corrupção, peculato, abuso de cargo ou função.

A saída de Pó Jorge ocorreu após o então director de reestruturação, Sérgio Matos, ter denunciado um alegado esquema de desvio de fundos, estimado em cerca de três milhões de euros, envolvendo lojas de venda de bilhetes e terminais de pagamento automático não pertencentes à companhia.

O GCCC confirmou que tem em curso cinco processos-crime relacionados com irregularidades na LAM, envolvendo matérias como contratação de serviços, aluguer de aeronaves, venda e aquisição de aviões, fornecimento de fardamento, ‘catering’ e combustíveis, bem como pagamentos sem adequada justificação contratual.

Entre os aspectos sob escrutínio constam ainda os contornos legais da assinatura de um memorando com a entidade sul-africana Fly Modern Ark Airlines South Africa Proprietary, no âmbito da anterior gestão e reestruturação da transportadora, além do aluguer de um Boeing 737 para carga que não chegou a operar por falta de licenciamento.

A LAM enfrenta há vários anos dificuldades operacionais, marcadas por frota reduzida e constrangimentos financeiros, encontrando-se actualmente num processo profundo de reestruturação, numa tentativa de recuperar estabilidade e credibilidade no sector da aviação nacional.

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