Moçambique permanece em posição baixa no ranking africano e mundial de liberdade económica
Moçambique ocupa a 17.ª posição no ranking africano e o 105.º lugar na classificação mundial do Índice de Liberdade Económica 2025, elaborado pelo Fraser Institute e divulgado pela Agence Ecofin. Os dados confirmam que o país permanece a meio da tabela continental, mas continua entre as economias com fraca liberdade económica no contexto global.
O ranking africano é liderado pela Maurícia, que surge como o país com maior liberdade económica em África e ocupa o 21.º lugar a nível mundial. Seguem-se as Seychelles (2.º em África e 31.º no mundo) e Cabo Verde (3.º em África e 44.º mundial), consolidando-se como referências no continente, incluindo no espaço lusófono.
De acordo com a classificação, Moçambique surge abaixo de países como Zâmbia, Tanzânia, Burkina Faso, Somália e Benim, mas à frente de outras economias da região, como Senegal, Libéria, Djibuti e Mauritânia. No contexto da África Austral, o país encontra-se igualmente atrás da África do Sul (8.º em África, 83.º no mundo), Botsuana (5.º, 69.º) e Namíbia (9.º, 94.º).
Na outra extremidade do ranking africano aparecem países como Angola (38.º em África, 146.º mundial), República Democrática do Congo, Burundi, Chade, Líbia, Argélia, Sudão e Zimbabué, este último a ocupar o último lugar no continente e no mundo (50.º em África e 164.º global).
O Índice de Liberdade Económica avalia factores como o tamanho do Estado, o sistema legal e direitos de propriedade, a estabilidade monetária, a liberdade de comércio internacional e o grau de regulação dos mercados. Segundo o relatório, os países melhor posicionados tendem a registar maior crescimento económico, rendimentos mais elevados e melhores indicadores sociais.
A posição de Moçambique no ranking de 2025 evidencia a necessidade de reformas estruturais mais profundas, sobretudo na melhoria do ambiente de negócios, reforço das instituições, previsibilidade regulatória e protecção do investimento, caso o país pretenda subir tanto na classificação africana como na classificação mundial nos próximos anos.
Foto:DR