No horizonte de um ano, não é possível um acordo para Mozal continuar no país
O Director-Geral do MozParks, Onório Manuel, considera que o tempo para reverter a decisão da de encerramento da South32 visando continuar as operações de fundição de alumínio, na Mozal, é reduzido.
Manuel acredita que no médio prazo, rondas de conversações para o Governo moçambicano e a South32 chegarem a um acordo nesse sentido levaria mais de 12 meses.
“O timing é bastante curto. De certeza que não se consegue encontrar um acordo de médio e longo prazo em menos de um ano” disse em entrevista à televisão privada Miramar.
Na visa do Director, o ideal a ser feito neste momento é prorrogar o prazo que determina 2026 como o último ano da Mozal.
“Uma das condições imediatas que poderia acontecer é encontrar mecanismos de haver um acordo de transicção para a fase que vai se seguir. Um acordo que se prorroga o ano 2026 como o último ano para permitir que haja, também, as negociações sem as pressões que estamos a começar a sentir no mercado” explicou.
Ainda esta semana, publicamos uma notícia dando a conhecer que o Executivo moçambicano procura contornar o encerramento já anunciado da fundidora de alumínio. Leia mais…
Ooutro texto adianta, entretanto, que a Mozal já iniciou o processo de indemnização dos seus colabores, incluindo bónus. Mais de quatro mil trabalhadores vão ficar afectados pelo encerramento da empresa.
Apesar disso, Onório Manuel entende que durante aos anos de actividade, a Mozal transmitiu a mensagem de que Moçambique tem capacidades e pode albergar a indústria pesada.
“A Mozal não é uma simples indústria, é uma identidade industrial para Moçambique. A Mozal, por si só, representa o orgulho de transformação industrial para Moçambique” considerou. “A importância da Mozal ninguém pode questionar”.