PR Defende Que Linha de Crédito de 500 M€ Entre Moçambique e Portugal “Pode Crescer” • Diário Económico
O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, defendeu esta segunda-feira, 9 de Março, em Lisboa, Portugal, que a linha de crédito de 500 milhões de euros acordada entre Moçambique e Portugal, em Dezembro do ano passado, poderá aumentar nos próximos anos, dependendo do nível de execução e de pagamento dos projectos financiados.
Daniel Chapo falava aos jornalistas após assistir à tomada de posse do novo Presidente da República de Portugal, António José Seguro. Na ocasião, explicou que a evolução do financiamento estará directamente ligada ao desempenho da linha de crédito.
“Em função do uso desta linha nos próximos anos, e se o nível de execução e de pagamento for óptimo, há possibilidades de a mesma continuar a crescer em termos de valor”, afirmou o chefe de Estado moçambicano.
Durante a mesma intervenção, Daniel Chapo revelou também que as autoridades portuguesas manifestaram interesse em reforçar os contactos bilaterais através de visitas oficiais a Moçambique.
“Tivemos manifestação de interesse em visitar Moçambique, não só por parte do Presidente António José Seguro, recentemente eleito, como também do primeiro-ministro, Luís Montenegro”, disse.
Segundo explicou, as datas para estas deslocações ainda não estão definidas e deverão ser acordadas posteriormente pelos canais diplomáticos entre os dois países.
Para o Presidente moçambicano, estas manifestações de interesse representam “sinais inequívocos de uma relação óptima entre os dois países”, abrangendo várias áreas de cooperação.
“Portugal é um parceiro estratégico do desenvolvimento de Moçambique”, afirmou Daniel Chapo, acrescentando que as relações de amizade e cooperação entre os dois países “são óptimas” e devem continuar a ser consolidadas e aprofundadas.
A linha de crédito até 500 milhões de euros foi anunciada a 9 de Dezembro de 2025, no Porto, durante a sexta cimeira Portugal-Moçambique, na qual foram igualmente assinados 22 instrumentos jurídicos para reforçar a cooperação bilateral. Segundo Daniel Chapo, o mecanismo ainda não está operacional, mas “está no bom caminho”.
Fonte: Lusa