Primeira-Ministra dá Posse a Novos Gestores do FIPAAS e da AdeM • Diário Económico
A primeira-ministra, Benvinda Levi, conferiu posse esta quarta-feira, 18 de Fevereiro, em Maputo, aos novos presidentes dos conselhos de administração do Fundo de Investimento de Património de Abastecimento de Água e Saneamento (FIPAAS, FP) e das Águas de Moçambique (AdeM, IP), destacando o papel estratégico destas instituições na transformação do sector de abastecimento de água e saneamento no País, informou a Agência de Informação de Moçambique.
Segundo o órgão, Miguel Langa assume a liderança do FIPAAS, enquanto Augusto Chipenembe passa a dirigir a AdeM, num contexto de reestruturação do subsector que, segundo o Governo, visa reforçar a eficiência, a equidade e a sustentabilidade dos serviços.
Na cerimónia de posse, Benvinda Levi sublinhou que “o Governo criou estas instituições com o objectivo de promover a eficiência e a equidade na prestação dos serviços e equilibrar a alocação de recursos”.
A governante explicou que a reforma institucional pretende reduzir as assimetrias persistentes entre zonas urbanas e rurais, acelerar o cumprimento das metas inscritas no Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 e contribuir para a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.
No entender do Executivo, o reforço da arquitectura institucional do sector é condição essencial para assegurar maior cobertura, qualidade e sustentabilidade no abastecimento de água e nos serviços de saneamento.
FIPAAS com foco na mobilização de recursos
Relativamente ao FIPAAS, a primeira-ministra destacou que a entidade terá como missão central mobilizar recursos financeiros e expandir o património público no domínio da água e saneamento.
“Pretendemos dotar o País de uma instituição capaz de desenvolver o património público, reduzindo assimetrias regionais e entre zonas rurais e urbanas”, afirmou.
Ao novo presidente do conselho de administração deixou uma mensagem de confiança, mas também de responsabilidade: “Esperamos que saibam dar o melhor de vós para que o FIPAAS e a AdeM cumpram, com zelo, rigor e transparência, a missão para a qual foram criadas.”
Em reacção, Miguel Langa assegurou que a transparência será um dos pilares da sua gestão, particularmente na relação com parceiros de desenvolvimento e financiadores. “Transparência significa termos clareza e abrir os nossos livros para mostrar quanto dinheiro estamos a mobilizar e como o investimos. Os relatórios financeiros e de actividades devem ser aprimorados à medida que as acções decorrem”, declarou.
Questionado sobre a abertura à imprensa, acrescentou que a instituição seguirá “mecanismos que são boas práticas para reporte financeiro em termos de transparência”, sinalizando compromisso com padrões internacionais de prestação de contas.
AdeM aposta na expansão e sustentabilidade
No que respeita à AdeM, Benvinda Levi explicou que a instituição será responsável pela gestão do património público ao longo de toda a cadeia do sector, garantindo maior coordenação e eficiência operacional.
Augusto Chipenembe apontou como prioridade a expansão da rede de abastecimento de água, com especial enfoque nas zonas rurais e periféricas, onde o acesso continua limitado. “Sobretudo para as zonas rurais, os moçambicanos não vão mais beber água suja. Queremos promover sustentabilidade no abastecimento e saneamento em todo o País”, afirmou.
O dirigente sublinhou ainda que a AdeM actuará em articulação com outras entidades do sector, procurando elevar a qualidade do serviço e assegurar uma gestão eficiente dos activos públicos. “Quando falamos de assimetria, referimo-nos a zonas sem água e outras com abundância. Isso aplica-se ao abastecimento e ao saneamento”, concluiu.