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Conheça Dez Das Maiores Indemnizações já Pagas na História Dos Seguros • Diário Económico

O sector dos seguros enfrentou alguns dos impactos financeiros mais significativos da história, sobretudo na sequência de desastres naturais e acontecimentos catastróficos sem precedentes.

De furacões e terramotos a tempestades extremas, estes incidentes resultaram em indemnizações impressionantes que não só reflectem a devastação causada, como também evidenciam a evolução do panorama da gestão e cobertura de riscos.

Conheça dez das maiores indemnizações de seguro alguma vez registadas, as seguradoras mais afectadas e as lições retiradas de cada evento.

Tempestade Kyrill

  • Ano: 2007;
  • Pagamento total: 10 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: Munich Re, com indemnizações de aproximadamente 1,5 mil milhões de dólares.

Em Janeiro de 2007, a tempestade Kyrill varreu o Norte da Europa, causando danos generalizados na Alemanha, no Reino Unido, na Holanda e noutros países. Este ciclone extratropical trouxe ventos com força de furacão, provocando danos significativos em propriedades, interrupções de infra-estruturas e várias mortes. O sector segurador suportou pagamentos na ordem dos 10 mil milhões de dólares, tornando-a uma das tempestades europeias mais dispendiosas de sempre.

Inundações na Tailândia

  • Ano: 2011;
  • Pagamento total: 12 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: Thai Reinsurance Public Company Ltd.

As fortes chuvas das monções causaram inundações generalizadas na Tailândia, afectando milhões de pessoas e interrompendo cadeias de abastecimento globais. As indemnizações cobriram danos materiais, interrupções de actividade e perdas industriais. O evento evidenciou a interligação dos riscos globais e a importância do seguro das cadeias de abastecimento.

Furacão Maria

  • Ano: 2017;
  • Pagamento total: 18 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: Triple-S Management Corporation.

Este furacão de categoria 5 devastou Porto Rico e outras ilhas das Caraíbas. As indemnizações cobriram danos extensos em propriedades, interrupções de actividade e prejuízos em infra-estruturas. O impacto do Maria sublinhou os desafios do seguro face a fenómenos climáticos extremos em regiões vulneráveis.

Furacão Harvey

  • Ano: 2017;
  • Pagamento total: 19 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: State Farm Insurance, com cerca de 1,9 mil milhões de dólares pagos.

Furacão de categoria 4, provocou inundações catastróficas no Texas, especialmente na área metropolitana de Houston. As indemnizações abrangeram danos causados por cheias em habitações e empresas, bem como perdas de veículos. O Harvey reforçou a necessidade de melhor cobertura de seguro contra inundações em zonas de risco.

Derrame de petróleo da Deepwater Horizon

  • Ano: 2010;
  • Pagamento total: 20,8 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: Lloyd’s of London, com cerca de 1,3 mil milhões de dólares em indemnizações.

O maior derrame de petróleo marítimo da história originou pagamentos significativos de seguros. As reclamações abrangeram danos ambientais, interrupções de actividade e custos de limpeza. O evento reformulou o seguro marítimo e energético, reforçando a importância da responsabilidade ambiental.

Incêndios florestais na Califórnia

  • Ano: 2017–2018;
  • Pagamento total: 24 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: State Farm Insurance, com cerca de 1,9 mil milhões de dólares apenas no incêndio de Camp Fire (2018).

Uma série de incêndios devastadores resultou em indemnizações elevadíssimas ao longo de dois anos. Os sinistros cobriram danos materiais, interrupções de actividade e custos de evacuação. Estes acontecimentos levaram a uma reavaliação do risco de incêndio e dos prémios de seguro em zonas propensas a fogos.

Furacão Sandy

  • Ano: 2012;
  • Pagamento total: 36 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: AIG, com cerca de 2 mil milhões de dólares em indemnizações.

Conhecido como Superstorm Sandy, causou danos catastróficos ao longo da costa leste dos Estados Unidos. As indemnizações abrangeram danos extensos em propriedades, interrupções de actividade e perdas por inundações em vários estados.

Terramoto e tsunami de Tohoku

  • Ano: 2011;
  • Total de pagamentos: 35 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: Tokio Marine Holdings, com cerca de 2,4 mil milhões de dólares pagos.

Em 11 de Março de 2011, o Japão foi atingido por um terramoto de magnitude 9,0, seguido de um poderoso tsunami que devastou zonas costeiras. O desastre causou mais de 18 000 mortes e danos extensos em infra-estruturas e habitações.

As indemnizações atingiram cerca de 35 mil milhões de dólares, cobrindo danos materiais, interrupções de actividade e perdas associadas ao desastre nuclear de Fukushima. O evento reforçou a importância da preparação para catástrofes e da mitigação de riscos no sector segurador.

Ataques terroristas de 11 de Setembro

  • Ano: 2001;
  • Pagamento total: 40 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: Swiss Re, com cerca de 2 mil milhões de dólares em sinistros.

Os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono marcaram um ponto de viragem na história contemporânea e tiveram profundas implicações para o sector dos seguros. Cerca de 3000 pessoas perderam a vida.

As indemnizações totalizaram aproximadamente 40 mil milhões de dólares, cobrindo danos materiais, interrupções de actividade e seguros de vida. O evento alterou profundamente a avaliação do risco de terrorismo e levou à reformulação de apólices e prémios em todo o sector.

Furacão Katrina

  • Ano: 2005;
  • Total de pagamentos: 41 mil milhões de dólares;
  • Seguradora mais afectada: State Farm Insurance, com mais de 3,8 mil milhões de dólares pagos.

O furacão Katrina permanece como o desastre natural mais caro da história dos Estados Unidos. Atingiu a Costa do Golfo em Agosto de 2005, devastando especialmente Nova Orleães após a ruptura dos diques.

A tempestade desalojou centenas de milhares de pessoas e provocou quase 1800 mortes. As seguradoras enfrentaram um volume massivo de sinistros por danos materiais, interrupções de actividade e perdas humanas, resultando em indemnizações superiores a 41 mil milhões de dólares.

Este desastre expôs vulnerabilidades na infra-estrutura urbana e desencadeou mudanças profundas nas práticas seguradoras e na preparação para catástrofes.

Fonte: Insurtech

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