Economia

Presidente da República pede reformas no modelo de venda de energia em Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo exige dos gestores da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), reformas no modelo de venda de energia no País, adaptando as melhores práticas internacionais e considerando o valor real dos recursos energéticos em “moeda forte”, para assegurar a protecção de interesse nacional.

Daniel Chapo, que falava este domingo (30), nas celebrações do 18.º aniversário da reversão da HCB, ao estado moçambicano, frisou que a energia gerada pela Hidroeléctrica deve traduzir-se no desenvolvimento real da vida dos moçambicanos.

“Reformem o modelo de comercialização de energia. Ajustem-no às melhores práticas internacionais, façam dele um instrumento para proteger o interesse nacional e do povo moçambicano”, disse Chapo, sublinhando que o modelo de venda de energia moçambicana não deve considerar apenas as tarifas nominais, mas também o seu valor real em “moeda forte”, para mitigar o impacto de depreciação cambial e aproximar Moçambique de práticas comerciais alinhadas com “mercados maduros” a nível internacional.

“Moçambique deve ganhar mais, o povo moçambicano deve ganhar mais e a Cahora Bassa deve liderar essa mudança com o nosso apoio, claro, como Governo”, disse o chefe de Estado, que anunciou uma lista de cinco desafios para os gestores da HCB, um activo “que custou o suor dos moçambicanos”.

Entre os desafios, pediu que os gestores da hidreléctrica desenvolvam as cascatas energéticas do rio Zambeze – que compreende, entre outras, a Barragem de Cahora Bassa e de Mphanda Nkuwa – para assegurar mais eficiência no armazenamento das águas e mais produção de energia.

(Foto DR)

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