Grupo FMB Capital Aumentou Lucros em 47% em 2025 • Diário Económico

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O Grupo FMB Capital Holdings registou um crescimento de 47% nos lucros em 2025, atingindo 152,3 milhões de dólares, impulsionado pela execução consistente da sua estratégia regional e pela diversificação do modelo de negócio.

De acordo com um comunicado oficial, os resultados foram apresentados pelo conselho de administração do grupo, que opera através da marca First Capital Bank em vários mercados da África Austral, incluindo Moçambique, Maláui, Zâmbia, Zimbabué e Botsuana.

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Segundo os dados divulgados, o rendimento operacional total aumentou 39%, fixando-se em 385,5 milhões de dólares, enquanto os depósitos de clientes cresceram 23%, alcançando 1,8 mil milhões de dólares. O crédito a clientes registou igualmente uma subida de 17%, situando-se em 905,6 milhões de dólares, ao passo que os activos totais avançaram 23%, para 2,5 mil milhões de dólares.

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O retorno sobre capitais próprios (ROE) atingiu 42%, reflectindo, segundo o grupo, uma melhoria significativa na rentabilidade e eficiência operacional. O rácio custo/rendimento melhorou para 36%, enquanto o rácio de perdas de crédito recuou para 0,51%, evidenciando uma evolução positiva na qualidade dos activos.

“O nosso desempenho em 2025 reflecte uma execução consistente e os benefícios de uma estratégia regional que está agora, claramente, a dar resultados”, afirmou o director-geral do grupo, Jaco Viljoen, acrescentando que a instituição construiu “um negócio mais diversificado e resiliente, suportado por equipas fortes em cada um dos mercados”.

O conselho de administração propôs ainda a distribuição de dividendos no montante total de 34,5 milhões de dólares, correspondentes a 1,40 cêntimos de dólar por acção.

Em Moçambique, o First Capital Bank contribuiu com um resultado líquido de 31,7 milhões de dólares, o que representa um crescimento de 21% face ao ano anterior e um peso de 21% nos resultados consolidados do grupo.

Comentando o desempenho no País, o administrador-delegado do First Capital Bank Moçambique, João Rodrigues, destacou a capacidade de adaptação da instituição a um contexto económico desafiante. “Reafirmamos o nosso empenho contínuo em apoiar os nossos clientes perante um cenário macroeconómico exigente, focados numa estratégia de crescimento sustentável”, afirmou.

O grupo refere que os resultados foram alcançados num ambiente marcado por volatilidade cambial, taxas de juro elevadas e restrições de liquidez em vários mercados da região. Ainda assim, a presença em múltiplos países permitiu mitigar riscos e sustentar o crescimento. Ao longo do período, a instituição reforçou as receitas provenientes de actividades bancárias correntes, incluindo transacções, câmbio e serviços ao cliente, consolidando uma base de rendimentos mais equilibrada e resiliente.

Em paralelo, manteve o investimento em capital humano e em plataformas tecnológicas, com o objectivo de melhorar a experiência do cliente e reforçar a resiliência operacional, apesar do aumento dos custos associados. Para 2026, o grupo indica que se mantém atento aos riscos macroeconómicos e à volatilidade dos mercados, mas considera estar bem posicionado para sustentar o crescimento, apoiado por um balanço sólido e uma estratégia disciplinada.

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