Moçambique colocou quase 11,3 mil milhões de meticais (151 milhões de euros) na segunda emissão de dívida de 2026, realizada através de um leilão de troca de passivos, segundo informação da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).
A operação, denominada OT-2026-S2, foi fechada a 24 de Abril e consistiu num “leilão de troca de passivos”. A emissão tem maturidade de três anos e prevê uma taxa de juro nominal fixa de 13,25% durante a sua vigência, até Abril de 2029, de acordo com a respectiva ficha técnica.
Apesar disso, o montante colocado ficou abaixo do valor máximo previsto para a operação, fixado em 18,4 mil milhões de meticais (245,7 milhões de euros), de acordo com o aviso anteriormente divulgado.
“No mesmo período de subscrição no âmbito da troca de passivos, a relação de procura e oferta situou-se em 62,35%, e no segundo período de subscrição destinado a novas subscrições não se registou qualquer participação”, referiu a BVM.
Deste modo, foi “atribuído integralmente o total da procura do primeiro período de subscrição”, acrescentou a mesma fonte, evidenciando a ausência de procura adicional fora do processo de troca de passivos.
Na primeira emissão de 2026, Moçambique já tinha colocado 1,63 mil milhões de meticais (21,8 milhões de euros), através da troca de Obrigações do Tesouro de 2021, segundo dados da bolsa.
Essa operação, denominada OT-2026-S1 e fechada a 24 de Fevereiro, também teve maturidade de três anos e prevê o pagamento de uma taxa de juro nominal fixa de 13,5% até 24 de Fevereiro de 2029.
Para 2026, o País prevê realizar 18 emissões de Obrigações do Tesouro, totalizando 34,2 mil milhões de meticais (456,6 milhões de euros), bem como nove operações de troca de emissões que vencem este ano, no valor de 45,7 mil milhões de meticais (610 milhões de euros).
Num contexto mais amplo, a ministra das Finanças, Carla Loveira, afirmou que a sustentabilidade da dívida pública continua a ser “um dos maiores desafios” da economia moçambicana, estando em curso reformas e apoio técnico da empresa norte-americana Alvarez & Marsal para a reestruturação e definição da Estratégia da Dívida Pública 2026-29.
Fonte: Lusa

