Activista Social Graça Machel Distinguida Com Prémio “Individualidade Lusófona 2026” • Diário Económico

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A activista social e antiga primeira-dama de Moçambique, Graça Machel, foi distinguida com o prémio “Individualidade Lusófona 2026” pelo seu contributo para a promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento no continente africano.

“A distinção destaca um percurso de várias décadas dedicado à promoção da educação, à defesa dos direitos das mulheres e das crianças, bem como ao desenvolvimento sustentável no espaço lusófono e no continente africano”, avançou um comunicado da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), divulgado pela Lusa.

De acordo com o documento, a distinção, atribuída na sexta-feira, dia 24, à antiga ministra da Educação de Moçambique (1975) pela Forbes África Lusófona, reforça o reconhecimento do seu papel enquanto referência de liderança com propósito, num contexto em que o continente africano continua a enfrentar desafios que exigem respostas integradas e sustentáveis.

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“Numa altura das nossas vidas, decidimos que não nos pertencíamos a nós próprios. Dedicámo-nos à luta de libertação nacional e, neste momento, evoco muitos, em particular Agostinho Neto, Aristides Pereira e Samora Machel, só para citar alguns que caminharam connosco”, afirmou Graça Machel, citada na nota.

Graça Machel, de 80 anos, é considerada uma forte defensora dos sucessos e do potencial de África. Em 2010 fundou a Graça Machel Trust, uma organização que auxilia empreendedoras no continente africano, defendendo ainda a boa governação e a democracia.

Em Janeiro, a activista social foi distinguida com o prémio Indira Gandhi para a Paz 2025 pelo “trabalho humanitário em circunstâncias difíceis” na educação, saúde e nutrição, de acordo com um comunicado do Congresso Nacional Indiano divulgado na altura.

“O Prémio Indira Gandhi para a Paz, Desarmamento e Desenvolvimento de 2025 é atribuído à senhora Graça Machel pelo seu trabalho pioneiro no campo da educação, saúde e nutrição, empoderamento económico e trabalho humanitário em circunstâncias difíceis”, referiu, na ocasião, a organização.

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