Sofala: Empresariado defende menos burocracia e mais descentralização económica

Os agentes económicos de Sofala defenderam, esta terça-feira (16), a criação de um ambiente mais favorável ao investimento, com redução da burocracia, melhoria das infra-estruturas e reforço da descentralização económica.

As propostas foram apresentadas pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) – delegação de Sofala, através do representante dos empresários da comunidade muçulmana da província, Ismail Harun, durante a entrega das suas contribuições à Comissão Técnica (COTE) para o Diálogo Nacional Inclusivo.

Na ocasião, Harun afirmou que a paz, a estabilidade política, a boa governação e o fortalecimento do sector privado constituem “pilares fundamentais para a construção de um país mais próspero, inclusivo e competitivo”.

Segundo o empresário, o sector privado necessita de “um ambiente de negócio mais favorável para o investimento, com maior previsibilidade, redução da burocracia, simplificação dos procedimentos e melhoria da eficiência dos serviços públicos”.

Citado numa publicação da AIM, o representante dos empresários da comunidade muçulmana em Sofala defendeu igualmente uma parceria mais estreita entre o Estado e os empresários para impulsionar o crescimento económico.

“É essencial que o Estado e o sector privado trabalhem em parceria, criando condições para a geração de empregos, aumento da produtividade e crescimento sustentável da economia”, disse.

Entre as prioridades apontadas figuram investimentos em estradas, caminhos-de-ferro, energia, telecomunicações e logística, considerados determinantes para reforçar a integração económica entre as províncias e aumentar a competitividade nacional.

Harun destacou ainda a necessidade de aprofundar a descentralização económica e administrativa, permitindo que as províncias disponham de maior capacidade para promover o seu próprio desenvolvimento.

Referindo-se à realidade local, afirmou que Sofala continua a afirmar-se como um dos principais motores económicos do País, graças à sua localização estratégica e ao dinamismo do empresariado.

“A experiência de Sofala demonstra que, mesmo perante desafios complexos, é possível reconstruir, crescer e prosperar quando existe diálogo, liderança e uma visão clara para o futuro”, declarou.

Por sua vez, o presidente da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo, Edson Macuácua, considerou que as contribuições apresentadas reflectem preocupações e aspirações que ultrapassam uma comunidade específica e abrangem o interesse nacional.

“Todas as contribuições aqui apresentadas serão tomadas devidamente em consideração no exercício que se segue no âmbito das audições públicas”, assegurou Macuácua, frisando que a fase de auscultação pública foi concluída e permitiu recolher propostas provenientes da sociedade civil, sector privado, academia e partidos políticos, tanto no País como na diáspora.

(Foto DR)

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