A Associação Moçambicana de Bancos (AMB), em coordenação com o Banco de Moçambique (BdM), anunciou que a taxa de juro de referência para o crédito, conhecida como ‘prime rate’, será de 15,50% em Maio de 2026. O valor confirma a tendência de descida das taxas de juro no País.
A taxa resulta da soma do indexante único, fixado em 9,30%, e do prémio de custo, estabelecido em 6,20%, no âmbito do acordo que regula este mecanismo no sistema bancário moçambicano.
O indexante único é calculado mensalmente pelo Banco de Moçambique (BdM), com base em dados recolhidos entre os dias 26 de um mês e 25 do mês seguinte. Este indicador reflecte o comportamento do mercado monetário interbancário, correspondendo à média ponderada das operações realizadas nesse mercado, sobretudo para prazos de um dia útil (conhecido como overnight).
Para este cálculo, são consideradas operações realizadas à taxa de juro de política monetária, designada taxa MIMO, actualmente fixada em 9,25%, nas transacções entre o banco central e os bancos comerciais. Entram também as operações de recompra entre bancos (repo, um tipo de empréstimo de curto prazo com garantia) e as trocas de liquidez entre instituições, que influenciam a formação do indexante único.
A ‘prime rate’ serve como base para definir os juros dos empréstimos com taxa variável, aplicando-se a novos contratos, renovações e renegociações. A este valor é ainda acrescentado um spread (margem adicional), ajustado ao risco específico de cada cliente ou operação.
Em Fevereiro, a AMB anunciou uma redução de 10 pontos-base (0,10 pontos percentuais) na ‘prime rate’ para Março, fixando-a em 15,60%, depois de um corte semelhante no início do ano. Desde Janeiro de 2024, a taxa tem vindo a descer, após ter permanecido durante seis meses em níveis elevados, atingindo um máximo de 24,1%.
A evolução da ‘prime rate’ está directamente ligada à taxa MIMO, definida pelo BdM. Este instrumento é utilizado para controlar a liquidez na economia e ajudar a manter a inflação sob controlo.
Fonte: Banco de Moçambique
