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Autoridade Marítima Interdita Navegação no Rio Limpopo Devido a Condições Hidrológicas Críticas • Diário Económico

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A navegação no rio Limpopo, na província de Gaza, sul de Moçambique, foi interditada devido a “condições hidrológicas críticas” que tornaram as águas interiores inavegáveis, anunciou esta segunda-feira, 2 de Fevereiro, a autoridade marítima, citada pela Lusa.

Em comunicado, a Autoridade Reguladora de Transporte Marítimo (Itransmar) em Gaza informa “os armadores, proprietários de embarcações e o público em geral” que está proibida a navegação para transporte de passageiros e carga no troço compreendido entre a zona alta da cidade de Xai-Xai e a ponte sobre o rio Limpopo.

Segundo o organismo, a decisão resulta da acentuada redução do caudal do rio, que provocou uma elevada concentração de detritos no leito, representando “um risco elevado para a segurança da navegação”, com potencial para causar acidentes e danos às embarcações.

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“Face a este cenário, o Itransmar recomenda aos utentes e operadores a utilização de meios alternativos de transporte rodoviário, através da rota Chongoene-Chibuto-Chissano, para assegurar a ligação entre os pontos afectados”, refere o documento.

A interdição da navegação ocorre numa altura em que a ligação terrestre entre o sul e o norte do País foi parcialmente restabelecida. No domingo, a Administração Nacional de Estradas anunciou a reabertura de uma estrada alternativa, após 15 dias de interrupção provocada pelas cheias.

A circulação na Estrada Nacional Número 1 (N1), entre as províncias de Maputo e Gaza, esteve interrompida devido a seis cortes registados naquele troço. As obras de reposição provisória terminaram na sexta-feira (30), embora o trânsito continue condicionado na zona baixa da cidade de Xai-Xai, onde os trabalhos ainda decorrem.

As cheias de Janeiro já afectaram 723 289 pessoas em Moçambique e provocaram 22 mortos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Desde 7 de Janeiro, foram ainda registados 45 feridos e nove desaparecidos, bem como 3541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165 946 inundadas.

O INGD aponta igualmente para 451 571 hectares de área agrícola afectados, dos quais 275 765 considerados perdidos, comprometendo a actividade de 332 863 agricultores. Regista-se ainda a morte de 430 972 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Prosseguem as operações de socorro a famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, resultado das chuvas intensas registadas durante vários dias consecutivos.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega, Japão e países vizinhos da África Austral já enviaram ajuda humanitária de emergência ao País.

Desde o início da época chuvosa, em Outubro, incluindo as cheias de Janeiro, Moçambique regista 146 mortos, 148 feridos e 844 295 pessoas afectadas, de acordo com dados do INGD.

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