Banco Mundial Disponibiliza 450 M$ Para Impulsionar Recuperação Económica • Diário Económico

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O Banco Mundial vai disponibilizar 450 milhões de dólares (28,8 mil milhões de meticais) para apoiar a recuperação económica de Moçambique face aos recentes choques macroeconómicos, incluindo as cheias registadas em Janeiro e os efeitos do conflito no Médio Oriente. O apoio será canalizado para os sectores da agricultura, educação, protecção social, recursos minerais, recursos hídricos e saneamento, no âmbito de cinco memorandos assinados esta terça-feira, 9 de Junho, entre o Governo e a instituição financeira internacional.

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A ministra das Finanças, Carla Louveira, explicou que o financiamento adicional está enquadrado nos mecanismos de cooperação já existentes entre Moçambique, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), visando reforçar a capacidade do País para responder aos desafios económicos e sociais recentes.

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“Um dos principais objectivos deste apoio é responder aos choques macroeconómicos que Moçambique enfrentou nos últimos meses, nomeadamente os impactos das mudanças climáticas, com as cheias que afectaram o País no início deste ano, bem como os efeitos do conflito no Médio Oriente sobre a nossa economia”, afirmou a governante.

Dos acordos assinados, destaca-se um memorando avaliado em 155 milhões de dólares (9,9 mil milhões de meticais) destinado ao reforço dos programas de protecção social já em implementação no País. Para apoiar a produção nacional e mitigar os impactos da actual conjuntura económica, o Banco Mundial aprovou igualmente um financiamento adicional de 50 milhões de dólares (3,2 mil milhões de meticais) para os sectores da agricultura e do agro-negócio.

“Perante os impactos do conflito no Médio Oriente, uma das prioridades do Governo é aumentar a produção e a produtividade nacionais. Neste contexto, o Banco Mundial respondeu positivamente, reforçando o financiamento para a agricultura e o agro-negócio com 50 milhões de dólares”, explicou Carla Louveira.

A ministra avançou ainda que foi aprovada uma subvenção de 300 milhões de dólares (19,2 mil milhões de meticais), distribuída em partes iguais pelos sectores da educação e da protecção social. Paralelamente, foi assinado um memorando no valor de 100 milhões de dólares (6,4 mil milhões de meticais) para apoiar o desenvolvimento do sector dos recursos minerais.

Segundo Carla Louveira, os acordos contemplam igualmente um mecanismo de desembolso mais célere dos fundos, permitindo acelerar a implementação de projectos e dinamizar a actividade económica, sobretudo nos sectores da agricultura e do saneamento, ao mesmo tempo que reforçam o acesso da população à educação e à protecção social.

“A paz e o desenvolvimento são factores determinantes para atrair investimento do sector privado”

Daniel Chapo

“Este é um marco importante no esforço conjunto para promover a estabilidade macroeconómica e contribuir para a melhoria das condições de vida dos moçambicanos”, destacou. Por sua vez, Paschal Donohoe, director-geral do Banco Mundial, afirmou que os acordos reflectem uma estratégia orientada para o desenvolvimento de competências e para o fortalecimento dos sectores produtivos do País.

“O financiamento adicional permitirá apoiar os agricultores moçambicanos, que desempenham um papel fundamental na economia nacional, melhorando o acesso aos mercados e investindo no aumento da produtividade e no seu futuro”, afirmou.

Durante um encontro com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que o reforço do investimento é essencial para enfrentar desafios como as alterações climáticas e o terrorismo, sublinhando que “a paz e o desenvolvimento são factores determinantes para atrair investimento do sector privado”.

Além deste pacote de financiamento, o Banco Mundial prevê mobilizar 2,5 mil milhões de dólares (160 mil milhões de meticais) para Moçambique nos próximos cinco anos, com investimentos direccionados para sectores estratégicos como energia, agro-negócio e turismo, considerados fundamentais para estimular o crescimento económico e a criação de emprego.

Fonte: Lusa

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