O Banco Nacional de Investimento (BNI), detido pelo Estado, comunicou um aumento nos lucros em 2025, que se situaram nos 161 milhões de meticais (2,1 milhões de euros). Segundo o relatório e contas citado pela Lusa, o empenho dos colaboradores, aliado à confiança dos clientes e parceiros, permitiu alcançar, e, em alguns casos, superar os objectivos traçados.
Citado no documento, o presidente da Comissão Executiva do BNI, Abdul Jivane, recordou que, em 2024, a instituição teve lucros de 67,5 milhões de meticais (908 mil euros). “O banco admite que o desempenho do ano passado foi igualmente influenciado pelo incremento da margem complementar, que quadruplicou, reflectindo a mais-valia resultante da alienação da participação financeira no capital do TDB Bank, bem como pelo maior dinamismo das operações financeiras”, disse.
“Paralelamente, a continuação das medidas de racionalização de custos permitiu reduzir os custos operacionais em 7%, contribuindo para a melhoria do rácio de eficiência em 15 pontos percentuais, para 39%”, avançou.
Na mensagem que consta no relatório, Abdul Jivane sublinhou que este desempenho foi ainda “acompanhado por uma melhoria do rácio de solvabilidade regulamentar, em três pontos percentuais, para 36,45%, um nível significativamente acima do mínimo regulamentar de 12%, bem como por uma evolução muito positiva do rácio de crédito em incumprimento regulamentar”.
Assim, para 2026, o responsável afirmou que o banco mantém como objectivo consolidar esta tendência de melhoria, com a ambição de levar o rácio de crédito em incumprimento a níveis inferiores a 5%, reforçando, assim, a solidez e a robustez financeira.
De acordo com Jivane, a entidade encerrou 2025 com um total de 84 trabalhadores, recordando ainda que, no período em análise, o rácio do crédito total concedido pelo BNI em situação de incumprimento caiu para 7,35%, contra 18,30% verificados em 2024 e 43,98% em 2023.
O Banco Nacional de Investimento foi constituído em 14 de Junho de 2010, como banco de desenvolvimento e de investimento nacional, “vocacionado para o financiamento de projectos que apostam na inovação e que contribuam para o processo de desenvolvimento sustentável” do País, e “para a dinamização do sector empresarial, através da assessoria na estruturação e mobilização de recursos no mercado nacional e internacional.”
O BNI é detido em 100% pelo Estado, através do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe), com um capital social de 2,2 mil milhões de meticais (30,5 milhões de euros).
