Esselina Macome Defende “Poupança Desde Cedo” Para Garantir Autonomia Financeira Das Raparigas • Diário Económico

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A presidente do Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FSDMoç), do Standard Bank Moçambique, e recentemente eleita presidente da Associação Moçambicana dos Bancos (AMB), Esselina Macome, defendeu, esta quarta-feira, 3 de Junho, que a autonomia financeira das raparigas depende da educação, da poupança e do investimento desde tenra idade. A posição foi apresentada durante uma sessão do Orange Talks, realizada no âmbito da iniciativa “Embaixadora por Um Dia”.

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Ao abordar o tema “Autonomia Financeira: O Caminho para o Empoderamento da Rapariga”, Esselina Macome partilhou a sua experiência pessoal e profissional, defendendo que a educação continua a ser a principal ferramenta para fortalecer as mulheres e promover a sua independência económica. “Quando somos educados e temos acesso à informação, conseguimos interpretar melhor a realidade, ganhar mais autoconfiança e defender-nos com maior segurança”, afirmou.

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Na sua intervenção, a responsável sublinhou ainda a importância de criar hábitos de poupança logo que as jovens tenham acesso a recursos financeiros, independentemente do valor disponível. Segundo explicou, a consistência da poupança ao longo do tempo permite criar condições para futuros investimentos e alcançar maior estabilidade financeira. “Nem que seja um metical ou dois, fará diferença se essa poupança for feita de forma consistente”, frisou.

Esselina Macome alertou igualmente para os riscos do consumo impulsivo e do sobre-endividamento, defendendo que a autonomia financeira exige planeamento, definição de objectivos e disciplina na gestão dos recursos. Acrescentou que o empoderamento não acontece de forma automática, mas resulta de um processo contínuo de educação, formação e aprendizagem prática.

A responsável incentivou também as jovens a utilizarem as tecnologias digitais de forma mais estratégica, transformando ideias inovadoras em projectos concretos capazes de responder aos desafios das suas comunidades. Segundo referiu, muitas iniciativas desenvolvidas por jovens não avançam por falta de apoio e acompanhamento, apesar do seu potencial para contribuir para a resolução de problemas sociais.

No mesmo contexto, recordou projectos ligados à inclusão financeira e aos grupos comunitários de poupança, destacando que estes mecanismos têm contribuído para reforçar a capacidade económica de mulheres e famílias em várias regiões do País. Para Esselina Macome, estas experiências demonstram a importância de promover hábitos financeiros sólidos e sustentáveis.

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Embaixadoras por um dia – 2026

A dirigente defendeu ainda que o empoderamento das raparigas deve envolver as famílias e as comunidades, uma vez que factores sociais e práticas culturais continuam a influenciar fenómenos como os casamentos prematuros. “Não existe empoderamento individual quando a família não faz parte do processo. É fundamental envolver todos os membros para que a mudança seja efectiva”, defendeu.

O evento integrou a edição deste ano da iniciativa ‘Embaixadora por Um Dia’, um programa que promove a liderança feminina e sensibiliza para a necessidade de eliminar os casamentos prematuros. O encontro reuniu representantes de várias missões diplomáticas acreditadas em Moçambique, incluindo os Países Baixos, o Canadá, a Espanha, a Finlândia, a Suécia, o Reino Unido e a União Europeia.

Participaram nesta edição jovens provenientes de diferentes pontos do País, nomeadamente Virgínia Majimba, de Manica; Inara Bay e Jussara Massepula, de Maputo; Preciosa Tivane, de Gaza; Gizela Chimoio, de Sofala; Sheila Mário, de Inhambane; e Zenaida Valige, de Nampula, reforçando o carácter inclusivo e nacional da iniciativa.

Texto: Florença Nhabinde

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