O “home bias” é um viés comportamental que leva os investidores a preferirem activos financeiros do seu próprio país ou região.
Como consequência, uma parte desproporcionada da carteira fica concentrada em activos locais, o que reduz a exposição a oportunidades internacionais e pode limitar a rentabilidade no longo prazo.
Este comportamento é influenciado por vários factores. A familiaridade com o mercado nacional, o acesso mais fácil à informação e a tendência para procurar dados que confirmem crenças pré-existentes contribuem para que os investidores confiem mais nos activos domésticos do que nos estrangeiros.
Na prática, os investidores tendem a escolher aquilo que está dentro da sua zona de conforto. No entanto, nos mercados de renda variável, essa preferência pode ser prejudicial. Os mercados internacionais oferecem empresas, sectores e classes de activos com características distintas, que podem contribuir para uma construção patrimonial mais equilibrada.
O que causa o “home bias”?
O viés doméstico surge, em grande parte, por razões emocionais e cognitivas. Entre os principais factores estão:
- Maior familiaridade e confiança nas empresas e no mercado nacional;
- Excesso de confiança na economia do próprio país e na sua previsibilidade;
- Maior disponibilidade e simplicidade de acesso a investimentos locais;
- Falta de conhecimento sobre activos estrangeiros e sobre outros mercados;
- Percepção de custos mais elevados e maior complexidade nos investimentos internacionais;
- Barreiras legais ou regulatórias que dificultam o acesso a mercados externos.
Estes elementos afastam o investidor da análise objectiva e influenciam directamente a composição da carteira.
Fonte: Nomad

