Grupo Bancário do Quénia Identifica Moçambique Como Mercado Estratégico • Diário Económico

a d v e r t i s e m e n t

O grupo bancário queniano Equity Group está a avaliar oportunidades de aquisição em Moçambique, no âmbito de uma estratégia de expansão regional orientada para mercados com forte potencial de crescimento, impulsionado por recursos naturais e investimentos em infra-estruturas.

De acordo com a Reuters, a intenção foi avançada pelo director-executivo da instituição, James Mwangi, que indicou igualmente Angola e a Zâmbia como destinos prioritários. Segundo o responsável, a abordagem do banco passa por acompanhar os seus clientes e as principais rotas comerciais da região, em vez de se limitar a uma lógica geográfica. “Há uma oportunidade que podemos aproveitar em Angola, na Zâmbia e em Moçambique. Não se trata apenas de países, mas de seguir os nossos clientes e os corredores comerciais”, afirmou.

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Com origem há 35 anos como uma sociedade de crédito rural no Quénia, o Equity Group transformou-se no banco mais rentável do país, consolidando a sua posição através da expansão para mercados vizinhos. A República Democrática do Congo (RDC) é actualmente um dos principais exemplos dessa estratégia, após a aquisição de duas instituições bancárias em 2015 e 2020, operações que permitiram ao grupo alcançar uma quota de mercado de 24%.

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A RDC assume um papel central nos planos do banco, sobretudo por integrar um corredor logístico e comercial regional que o Equity pretende explorar. Este eixo ganha relevância adicional com o desenvolvimento do Corredor do Lobito, apoiado pelos Estados Unidos, que visa facilitar o escoamento de minerais estratégicos como cobre e cobalto a partir do interior africano até à costa atlântica.

Os mercados identificados, incluindo Moçambique, apresentam vantagens associadas à abundância de recursos naturais, como petróleo, gás natural e minerais críticos, bem como a projectos de infra-estruturas em curso. Ainda assim, o sector bancário na região permanece fragmentado, com baixa penetração de crédito e elevada exposição à dívida pública.

Perante este contexto, o Equity tem privilegiado uma estratégia de crescimento através de aquisições, em detrimento da criação de operações de raiz. Mwangi sublinha que a entrada em novos mercados africanos pode ser dificultada por diferenças estruturais, linguísticas e culturais, tornando mais eficaz a aquisição de instituições já estabelecidas, com posterior transformação e expansão.

“O nosso desempenho na RDC demonstrou que somos eficazes em processos de fusões e aquisições”, referiu o gestor.

Paralelamente, o grupo mantém interesse na Etiópia, onde opera um escritório de representação há sete anos, aguardando a abertura do sector bancário a investidores estrangeiros para avançar com uma eventual aquisição.

O Equity Group tem igualmente reforçado a sua resiliência face a choques externos, apostando na diversificação para áreas como seguros e na adopção de tecnologias, incluindo inteligência artificial, que contribuíram para a redução de custos e melhoria da rentabilidade no último exercício.

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