Município de Maputo Prepara Novo Modelo de Taxa de Resíduos Baseado no Consumo de Energia • Diário Económico

a d v e r t i s e m e n t

O Município de Maputo anunciou que vai rever a postura sobre resíduos sólidos, em vigor há mais de 20 anos, bem como o regulamento associado, com 17 anos, para actualizar o quadro legal e introduzir um sistema de cobrança proporcional ao consumo de energia eléctrica, informou esta quarta-feira, 10 de Dezembro, a Agência de Informação de Moçambique.

Segundo o órgão, a revisão assenta em dois elementos: a introdução de medidas de economia circular, com incentivos à separação de resíduos, e a alteração do modelo de cobrança, que deixará de assentar em taxas fixas para passar a um cálculo percentual baseado no consumo energético.

O anúncio foi feito esta quarta-feira (10), em Maputo, pelo vereador de Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe, que afirmou que “o actual sistema penaliza os consumidores de menor rendimento”.

blank

Presentemente, quem consome até 200 meticais em energia paga uma taxa fixa de 45 meticais. Segundo o Município, este valor reduz a capacidade de acesso à energia das famílias de baixo rendimento.

Com o novo modelo, cada consumidor pagará uma taxa proporcional ao consumo. Munguambe afirmou que “um utilizador que disponha apenas de 20 meticais para comprar energia passará a contribuir com 1 metical, mantendo 19 meticais para consumo efectivo.

O vereador explicou que estudos efectuados mostram que a produção de resíduos está directamente relacionada com o nível de consumo. Consumidores de menor rendimento produzem menos de 0,5 quilograma por dia, enquanto consumidores com maior capacidade de compra chegam a 1,5 quilograma.

O Município estima que das 1200 toneladas de resíduos recolhidas diariamente, uma parte significativa corresponde a materiais recicláveis, cujo aproveitamento poderá reduzir o volume encaminhado para aterro e gerar receitas adicionais.

A factura mensal da gestão de resíduos aproxima-se dos 50 milhões de meticais, enquanto a taxa domiciliária arrecada cerca de 15 milhões de meticais. O objectivo é reduzir o défice operacional, actualmente na ordem dos 30 milhões de meticais, e aproximar o sistema da auto-sustentabilidade.

A proposta será submetida a debate público antes de avançar para aprovação. Se o calendário for cumprido, as alterações poderão começar a ser implementadas no próximo ano.

a d v e r t i s e m e n t

blank

Deixe um comentário