Profissionais de Saúde em Greve Anunciam Progressos Nas Negociações Com o Governo • Diário Económico

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Os profissionais de saúde em greve desde Janeiro anunciaram, nesta quarta-feira, 6 de Maio, progressos nas negociações com o Governo, revelando a criação de uma equipa conjunta de monitorização para identificar as necessidades das unidades nacionais de saúde.

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“Estamos perto de chegar a um acordo que beneficiará directamente o povo moçambicano que vai à unidade de saúde para obter seus medicamentos ou ser atendido”, disse Joel Farias, delegado da Associação de Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) na província de Sofala.

Segundo o responsável, este progresso também trará dignidade aos profissionais de saúde no que diz respeito às condições de trabalho, numa altura em que a associação tem vindo a exigir, há quase cinco meses, condições básicas nas unidades sanitárias, entre outras questões.

“Já temos uma equipa de monitorização conjunta no terreno, composta por membros da associação, representados por todos os delegados provinciais, bem como por todos os departamentos do Sistema Nacional de Saúde (SNS), incluindo a Direcção de Assistência Médica e Farmacêutica, Recursos Humanos, e outros”, acrescentou.

Citado pela Lusa, Joel Farias exigiu seriedade e celeridade por parte do Governo, frisando que está a lidar com uma equipa apática e pouco activa na obtenção de resultados concretos. “Portanto, pedimos a esta equipa que está connosco que trabalhe para que a população e os profissionais de saúde possam ter a certeza do trabalho realizado.”

“O trabalho deve ser prático para solucionar a escassez de materiais médico-cirúrgicos e a falta de alimentos nos hospitais, além de proporcionar benefícios aos próprios profissionais de saúde, como salários justos e pagamento de horas extraordinárias. Não aceitaremos negociar com pessoas que, na nossa opinião, não levam este trabalho a sério”, disse.

A 30 de Março, a APSUSM já havia acusado o Executivo de incumprimento de acordos anteriores, alertando para uma situação considerada “catastrófica” no Serviço Nacional de Saúde, incluindo o registo de 1872 mortes associadas à falta de medicamentos e equipamentos.

O País dispõe de 1778 unidades de saúde no total, 107 das quais são postos de saúde, três são hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete são gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde.

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