ANAC Enfrenta Défice de 135 M$ Com Risco Para a Conservação da Fauna • Diário Económico

a d v e r t i s e m e n t

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) tem um défice de 135 milhões de dólares para garantir as actividades em áreas de conservação animal, pelo que pediu o envolvimento de todos para assegurar o investimento necessário.

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Intervindo em Maputo durante a gala dos 15 anos da instituição, o director-geral da ANAC, Pejul Calenga, referiu que, nos últimos anos, foi possível estabilizar a população animal em Moçambique, consolidando a biodiversidade, embora admitindo que é preciso fazer mais.

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“Olhamos para o futuro com alguma convicção e esperamos, a breve trecho, com base nas nossas projecções, conseguir reduzir o máximo possível o défice de financiamento”, referiu Pejul, apontando, entre outras ferramentas estratégicas, a inovação da troca de dívida por natureza, que consiste na conversão de contribuições de parceiros ou países irmãos em investimento na biodiversidade.

Citado pela Lusa, Pejul Calenga afirmou que a ANAC espera aproveitar o seu potencial económico-financeiro para criar melhores condições, assegurando infra-estruturas básicas e específicas para o desenvolvimento da vida selvagem.

O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, destacou o papel da ANAC na conservação do território nacional, sobretudo na fiscalização da vida animal e na redução da caça furtiva, exortando o sector privado a investir na área da conservação para garantir o desenvolvimento.

“O futuro exige uma nova geração de parcerias de longo prazo. É urgente transitar de projectos isolados para o reforço institucional sustentável. Por isso, pedimos ao sector privado que aposte seriamente no investimento na economia da vida selvagem”, referiu.

Em Fevereiro, a Administração Nacional das Áreas de Conservação recebeu um reconhecimento internacional como “exemplo de excelência” na conservação da biodiversidade, na protecção de espécies ameaçadas de extinção e na promoção de modelos sustentáveis de gestão ambiental, com forte envolvimento das comunidades locais.

A distinção foi anunciada durante a edição de 2026 da Feira Internacional do Turismo (FITUR), realizada em Madrid, Espanha, colocando Moçambique em evidência no panorama global da conservação da natureza.

Segundo a organização do evento, o reconhecimento resultou de um conjunto de acções desenvolvidas pela ANAC ao longo dos últimos anos, com destaque para a preservação dos ecossistemas, o combate à caça furtiva, a recuperação de populações de fauna bravia e a integração das comunidades locais como parceiras estratégicas na gestão das áreas de conservação.

Moçambique possui um vasto património natural, que inclui parques e reservas de elevada importância estratégica, como o Parque Nacional do Limpopo, o Parque Nacional da Gorongosa, o Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, o Parque Nacional das Quirimbas e a Reserva Nacional do Niassa, considerados fundamentais para a protecção de habitats críticos e da biodiversidade.

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